Mato Grosso do Sul caminha para mais uma safra histórica em 2026. Levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que o Estado deverá colher 29,1 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas ao longo do ano, consolidando sua posição entre os principais polos agrícolas do país.
A projeção representa um crescimento de 3,56% em comparação com a safra de 2025, o que significa um acréscimo de aproximadamente 1 milhão de toneladas na produção estadual.
O avanço também será acompanhado pela expansão da área cultivada. A estimativa indica que mais de 7 milhões de hectares serão destinados à colheita neste ano, quase 200 mil hectares a mais que no ciclo anterior.
Soja impulsiona crescimento
A soja segue como a principal força do agronegócio sul-mato-grossense e será a grande responsável pelo resultado positivo da safra.
A produção da oleaginosa está estimada em 15,7 milhões de toneladas, crescimento próximo de 20% em relação ao volume colhido em 2025. A área plantada também avançou e ultrapassa 4,3 milhões de hectares.
Com esse desempenho, Mato Grosso do Sul deve permanecer entre os cinco maiores produtores de soja do Brasil, respondendo por cerca de 9% de toda a produção nacional.
Milho recua, mas mantém protagonismo
Enquanto a soja avança, o milho apresenta retração na comparação anual.
A soma da primeira e da segunda safra deverá alcançar cerca de 12,1 milhões de toneladas, resultado inferior ao registrado no ano passado. A redução é puxada principalmente pela segunda safra, que representa a maior parte da produção estadual.
Mesmo com a queda, o cereal continua sendo uma das bases da agricultura sul-mato-grossense e, ao lado da soja, responde por mais de 95% de toda a produção de grãos prevista para o Estado.
Sorgo ganha espaço no campo
Entre as culturas que mais cresceram está o sorgo. A área destinada ao cultivo aumentou mais de 70%, enquanto a produção deve ultrapassar 880 mil toneladas.
O desempenho coloca Mato Grosso do Sul entre os maiores produtores brasileiros da cultura, fortalecendo a diversificação agrícola e ampliando alternativas para os produtores rurais.
Algodão avança e cana mantém estabilidade
O algodão também apresenta evolução, com expectativa de produção superior a 170 mil toneladas em 2026. O crescimento ocorre mesmo com a manutenção da área cultivada, refletindo ganhos de produtividade.
Já a cana-de-açúcar mantém estabilidade. A previsão é de uma colheita próxima de 55 milhões de toneladas, repetindo o desempenho registrado no ciclo anterior e reforçando a importância do setor sucroenergético para a economia estadual.
Algumas culturas registram retração
Nem todas as cadeias produtivas acompanham o movimento de crescimento. O feijão deve apresentar redução na produção em relação ao ano passado, assim como a mandioca, que também registra previsão de queda.
Além disso, culturas como trigo, arroz e aveia tiveram diminuição na área cultivada, refletindo ajustes de mercado e mudanças nas estratégias adotadas pelos produtores.
Agro segue como motor da economia
Os números reforçam o protagonismo do agronegócio no desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul. Com produtividade crescente, expansão tecnológica e ampliação das áreas agrícolas, o Estado segue consolidando sua posição entre os principais produtores de alimentos do Brasil.
A combinação entre grandes safras de soja, milho, cana-de-açúcar, algodão e sorgo mantém o setor como um dos pilares da geração de empregos, renda e investimentos em todas as regiões sul-mato-grossenses.







