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Operação contra o Comando Vermelho termina com dois mortos e um preso em MS

A disputa por território entre organizações criminosas tem provocado uma escalada da violência no norte de Mato Grosso do Sul e mobilizado uma resposta cada vez mais rigorosa das forças de segurança. Nesta semana, a Polícia Civil deflagrou a segunda fase da Operação Leviatã, uma ofensiva que busca conter o avanço do Comando Vermelho (CV) na região e desarticular uma estrutura criminosa ligada a homicídios, tráfico de drogas e disputas armadas com facções rivais.

A ação foi coordenada pelo Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros) e pelo Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), com o cumprimento de mandados de prisão e busca nas cidades de Coxim (MS) e Rondonópolis (MT).

Mortos em confronto com policiais em MS | reprodução

Durante a operação, dois suspeitos morreram após confronto com policiais em Mato Grosso. Segundo a Polícia Civil, os investigados teriam reagido à abordagem utilizando armas de fogo. Eles foram socorridos, mas não resistiram aos ferimentos. Um terceiro alvo foi preso em Coxim.

De acordo com as investigações, o grupo criminoso vinha atuando na expansão territorial do Comando Vermelho em municípios estratégicos do norte sul-mato-grossense. A região tem registrado episódios de violência associados à disputa entre o CV e o PCC (Primeiro Comando da Capital), que travam uma batalha pelo controle de rotas utilizadas para o tráfico de drogas e armas.

As apurações apontam que integrantes da facção estariam utilizando armamentos de alto poder de fogo, incluindo pistolas de calibre semelhante às empregadas por forças policiais especializadas. A polícia também investiga a participação dos suspeitos em homicídios e tentativas de assassinato ocorridos nos últimos meses.

Roberto Guimarães, do Garras/MS | reprodução

Segundo o delegado Roberto Guimarães, que responde interinamente pelo comando do Garras, o objetivo é impedir que a facção consolide uma rota criminosa ligando o norte do Estado à faixa de fronteira com o Paraguai.

As investigações revelaram um modelo de atuação interestadual. De acordo com a polícia, integrantes do grupo eram enviados para cidades sul-mato-grossenses com a missão de recrutar colaboradores locais, alugar imóveis que serviriam como bases operacionais e dar suporte logístico para a execução de atentados e outras ações criminosas.

Diante do cenário, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) determinou o reforço do policiamento em municípios da região norte, com o envio de equipes do Batalhão de Choque e do Bope por tempo indeterminado.

A Operação Leviatã integra uma série de ações permanentes das forças de segurança voltadas ao combate ao crime organizado em Mato Grosso do Sul. Além de cumprir mandados judiciais, a estratégia busca enfraquecer financeiramente as facções, interromper suas rotas de atuação e reduzir os índices de violência associados às disputas entre grupos criminosos.

As investigações continuam e novas fases da operação não estão descartadas.

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