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Mato Grosso do Sul

Verruck aponta novo ciclo histórico de desenvolvimento em Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul vive um novo ciclo de desenvolvimento e já se posiciona como referência mundial em duas agendas estratégicas do século XXI: a transição energética e a segurança alimentar.

A avaliação foi feita pelo secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc/MS), Jaime Verruck, nesta quinta-feira (29), durante o lançamento do Programa Decola Empresas, em Campo Grande.

Segundo Verruck, o Estado deixou de ser apenas um grande produtor de commodities tradicionais para se transformar em um território de múltiplas oportunidades.

“Além da soja, da celulose e da proteína animal, Mato Grosso do Sul descobre, a cada ano, novas potencialidades em áreas como fruticultura, etanol e, principalmente, inovação e tecnologia”, afirmou.

Citricultura surge como grande mercado a ser explorado no Estado | reprodução

Um dos exemplos mais concretos dessa transformação está no chamado Vale da Celulose. Verruck destacou que duas das maiores multinacionais do setor no mundo, a Andritz e a Valmet — responsáveis pela construção de fábricas de celulose em diversos países — já estão com plantas praticamente prontas em Três Lagoas, aguardando entrega.

“Isso comprova que o Vale da Celulose não é apenas uma promessa: ele já é uma realidade que vai transformar a região e o Estado de forma definitiva”, pontuou.

R$ 10 bilhões para a BR-262 e novos investimentos logísticos

Durante o evento, o secretário anunciou um dos maiores investimentos em infraestrutura rodoviária da história do Estado.

Segundo Verruck, na próxima segunda-feira, dia 2 de fevereiro, o Governo de MS assinará um contrato de concessão com a XP Investimentos, no valor de R$ 10 bilhões, para conceder a BR-262, no trecho entre Três Lagoas e Campo Grande.

O projeto prevê duplicações, recapeamentos, construção de terceiras faixas e uma série de melhorias estruturais na rodovia, considerada uma das principais artérias da chamada “Rota da Celulose”.

“É uma estrada estratégica para o escoamento da produção e para a atração de novos empreendimentos”, destacou o secretário.

Outro anúncio de peso foi o lançamento, no próximo dia 5 de fevereiro, da construção de 47 quilômetros de ferrovia pela empresa Arauco.

A linha ligará a futura fábrica de celulose em Inocência à Malha Norte, permitindo o escoamento da produção a partir de 2028, quando a planta entrar em operação.

A BR-262 é uma das principais vias da chamada Rota da Celulose e deverá receber importantes investimentos | reprodução

Hidrovia inédita e Rota Bioceânica no radar

Na área logística, Verruck também revelou que Mato Grosso do Sul deve sediar uma concessão inédita no mundo: a da hidrovia que ligará Corumbá a Porto Murtinho. A previsão é que o projeto seja lançado por volta de julho deste ano.

“Estamos falando de uma nova fronteira logística para o Brasil e para o continente”, afirmou.

Ele também citou a expectativa em torno da Rota Bioceânica, que cortará o Estado e se tornará um dos principais corredores logísticos do planeta, conectando o Centro-Oeste brasileiro aos mercados asiáticos e europeus por meio do Pacífico.

reprodução

Turismo entra na agenda estratégica

Ao encerrar sua fala, Jaime Verruck ressaltou que o governo pretende ampliar o planejamento e os investimentos no turismo, setor que considera ainda pouco explorado diante do potencial do Estado.

“O turismo é um dos mercados mais relevantes do mundo e Mato Grosso do Sul reúne atributos únicos. Precisamos transformar isso em desenvolvimento, renda e oportunidades”, concluiu.

Com uma combinação de logística, inovação, energia limpa e sustentabilidade, Mato Grosso do Sul se consolida como um dos protagonistas do novo mapa econômico do Brasil.

Turismo deve entrar no radar de investimentos, conforme o secretário | reprodução governo de Bonito, MS

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