Duas soluções desenvolvidas pela Arauco durante a implantação do Projeto Sucuriú, em Inocência, foram reconhecidas na edição de 2026 do Prêmio Destaques do Setor, organizado pela Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP).
Uma iniciativa voltada ao monitoramento de primatas venceu a categoria Recursos Naturais e Bioeconomia. Outro trabalho, destinado ao planejamento da manutenção da futura fábrica de celulose, recebeu reconhecimento em Tecnologia e Transformação Digital.
A entrega dos prêmios está marcada para 6 de outubro, durante o Congresso ABTCP 2026, em São Paulo.
Drones ajudam a monitorar primatas
O projeto vencedor na área ambiental utiliza drones equipados com câmeras termais para localizar e acompanhar primatas nas áreas relacionadas ao empreendimento.
A tecnologia identifica variações de temperatura e pode facilitar a localização dos animais, inclusive em trechos com vegetação densa. Os dados obtidos auxiliam os estudos de fauna e a definição de medidas destinadas à conservação de espécies ameaçadas.
Segundo a gerente de Meio Ambiente da Arauco, Camila Paschoal, os reconhecimentos refletem a tentativa de integrar sustentabilidade, inovação e eficiência desde a fase de construção da unidade.
“Eles demonstram como estamos construindo o Projeto Sucuriú com uma visão integrada, aliando inovação, sustentabilidade e excelência operacional”, afirmou.
Na categoria Tecnologia e Transformação Digital, o gerente de Engenharia de Confiabilidade da empresa, Leandro Yamamoto, foi reconhecido pelo projeto “Reliability Nexus”.
A iniciativa estruturou ainda durante a implantação da fábrica a estratégia que deverá orientar os processos de manutenção e confiabilidade dos equipamentos após o início da produção.
“Inovação é antecipar desafios e preparar a operação para alcançar os melhores resultados desde o primeiro dia”, declarou Yamamoto.
Fábrica deverá entrar em operação no fim de 2027
O Projeto Sucuriú marca a entrada da divisão de celulose da Arauco no Brasil. Com investimento anunciado de US$ 4,6 bilhões, a fábrica está sendo construída em uma área de 3,5 mil hectares, a cerca de 50 quilômetros do centro de Inocência e próxima ao Rio Sucuriú.
A unidade foi projetada para produzir 3,5 milhões de toneladas de celulose de fibra curta por ano. A terraplanagem começou em 2024 e o início da operação está previsto para o fim de 2027.
De acordo com a empresa, o acompanhamento da biodiversidade ocorre durante todas as fases do empreendimento, com identificação de espécies da fauna e da flora e mapeamento de áreas consideradas prioritárias para conservação.
A Arauco estima gerar mais de 14 mil oportunidades de trabalho durante as obras. Após o início da produção, a previsão é manter aproximadamente 6 mil trabalhadores nas operações industriais, florestais e logísticas.
Presente no Brasil desde 2002, o grupo possui unidades de painéis, molduras, resinas e produtos químicos no Paraná e no Rio Grande do Sul. A fábrica de Inocência será sua primeira planta brasileira dedicada à produção de celulose.


