Concessionária mantém seis frentes de recuperação nas cinco rodovias e prevê iniciar os primeiros serviços operacionais em novembro
Os 870,3 quilômetros que integram a Rota da Celulose, nas regiões central e leste de Mato Grosso do Sul, passam por intervenções no pavimento, na sinalização e na estrutura de atendimento aos usuários.
A Caminhos da Celulose informou que mantém seis frentes de fresagem e recomposição asfáltica distribuídas pelas cinco rodovias sob sua administração. Também são executados serviços de tapa-buracos, aplicação de micropavimento, limpeza das margens e dos sistemas de drenagem e instalação de equipamentos de proteção.
A concessão abrange trechos das rodovias estaduais MS-040, MS-338 e MS-395 e das federais BR-262 e BR-267. O comunicado não detalha quais segmentos recebem atualmente cada tipo de serviço nem o valor já investido nas intervenções.
Segundo o presidente da concessionária, Luiz Fernando De Donno, as equipes trabalham de acordo com as condições identificadas em cada trecho. Ele afirmou que a extensão da malha exige manutenção permanente e planejamento das atividades.
Bases terão estrutura para motoristas e equipes de emergência
A concessionária iniciou a implantação de 13 unidades do Serviço de Atendimento ao Usuário nas rodovias BR-262, BR-267, MS-040 e MS-338.
As bases deverão contar com sanitários, fraldários, água potável, estacionamento, áreas de descanso e pontos de recarga para veículos elétricos. Os locais também servirão como apoio para ambulâncias, guinchos, viaturas de inspeção e profissionais responsáveis pelo atendimento de acidentes e outras ocorrências.
A previsão é iniciar os primeiros serviços operacionais em novembro de 2026. A entrega completa das bases está programada para o início de 2027.
O planejamento da concessão inclui ainda um Centro de Controle Operacional, duas bases policiais, uma delegacia da Polícia Rodoviária Federal e uma unidade da Secretaria de Estado de Fazenda. O material divulgado não informa onde essas estruturas serão instaladas nem os respectivos prazos de conclusão.
Torres deverão ampliar comunicação nas rodovias
Outro projeto em andamento é a implantação de uma rede de telefonia móvel ao longo do corredor rodoviário. A estrutura deverá facilitar chamadas de emergência, comunicação entre as equipes e operação dos sistemas de monitoramento do tráfego.
A empresa informou que o projeto prevê 82 torres de 4G. No entanto, os números apresentados no comunicado precisam ser esclarecidos: a concessionária declarou que 69 estruturas estão concluídas e aguardam ativação, enquanto outras 15 teriam a parte física finalizada. Somadas, as duas quantidades chegam a 84 torres, duas a mais que o total previsto.
Também não foi informada a data de ativação da rede nem quais trechos serão atendidos inicialmente. Até que o sistema entre em operação, a disponibilidade de sinal continuará dependendo da cobertura oferecida pelas operadoras de telefonia.
A Rota da Celulose foi estruturada para atender ao deslocamento da população e ao aumento da demanda logística relacionado à expansão industrial e florestal de Mato Grosso do Sul. As próximas etapas deverão incluir a entrada em funcionamento dos serviços de socorro, inspeção e atendimento aos usuários.






