Obra para duplicação deverá começar pelo trecho entre a Capital e Ribas do Rio Pardo; percurso completo pela BR-262 poderá custar R$ 57,60 por sentido
A BR-262 deverá passar por uma nova fase a partir de 2027, com o início da duplicação entre Campo Grande e Ribas do Rio Pardo e a possível implantação da cobrança de pedágio no trajeto até Três Lagoas.
O projeto prevê aproximadamente 102 quilômetros de pista dupla, desde a ligação com a BR-163, em Campo Grande, até o acesso ao complexo industrial de celulose em Ribas do Rio Pardo. O trecho é considerado um dos mais movimentados da rodovia devido ao crescimento do transporte de cargas.
A previsão de início das obras foi reafirmada nesta segunda-feira (26) pelo presidente da concessionária Caminhos da Celulose, Luiz Fernando De Donno. Segundo ele, o projeto avança dentro do planejamento e deverá melhorar as condições de segurança e conforto dos usuários.
Enquanto a duplicação ficará concentrada entre Campo Grande e Ribas do Rio Pardo, os 226 quilômetros restantes até Três Lagoas deverão receber outras intervenções, como implantação de terceiras faixas, acostamentos, recuperação do pavimento e reforço da sinalização.
Pedágios
A cobrança de pedágio poderá começar em fevereiro de 2027, depois do primeiro ano da concessão. O início não será automático: dependerá do cumprimento das obrigações previstas no contrato e da autorização da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul.
Pelos valores de referência, um automóvel que percorrer toda a BR-262 entre Três Lagoas e Campo Grande pagará R$ 57,60 em cada sentido. A viagem de ida e volta terá custo estimado de R$ 115,20.
Quatro pórticos eletrônicos estão previstos no percurso. As tarifas estimadas são de R$ 12,60 no km 39, R$ 14,75 no km 104, R$ 16,55 no km 207 e R$ 13,70 no km 292.

Motoristas com TAG terão desconto básico de 5%. Nesse caso, o custo cairá para aproximadamente R$ 54,72 por sentido e R$ 109,44 na viagem completa de ida e volta. O contrato também prevê descontos progressivos de até 20% para veículos leves que utilizarem a rodovia com frequência. Motocicletas serão isentas.
Para os caminhões, a cobrança será multiplicada pelo número de eixos. Um veículo de seis eixos poderá pagar cerca de R$ 345,60 em uma única viagem entre as duas cidades, valor que tende a influenciar o custo do transporte de cargas e da logística regional.
As tarifas ainda são estimativas baseadas no edital e no desconto apresentado durante o leilão. Os valores definitivos precisarão ser homologados pela Agems e poderão sofrer atualização antes do começo da cobrança.
O sistema adotado será o free flow, sem cabines ou cancelas. Câmeras e sensores instalados nos pórticos identificarão a placa ou a tag do veículo. Quem não tiver cobrança automática deverá pagar posteriormente pelos canais disponibilizados pela concessionária.
A Caminhos da Celulose administra 870,3 quilômetros das rodovias BR-262, BR-267, MS-040, MS-338 e MS-395. Nesta segunda-feira (26), a empresa entregou 56 veículos destinados ao atendimento dos usuários e aos serviços de emergência.
O contrato também prevê manutenção permanente, recuperação do pavimento, limpeza das margens e implantação de acostamentos, especialmente na MS-040.
Para o governador Eduardo Riedel (PP/MS), a concessão deverá elevar o padrão das rodovias e acompanhar o crescimento do transporte de celulose, madeira, minério e produtos agropecuários em Mato Grosso do Sul.






