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Resíduo da indústria de celulose vira aposta para aumentar produtividade agrícola em MS

Um subproduto gerado pela indústria de celulose poderá ganhar uma nova utilidade em Mato Grosso do Sul. Em vez de ser tratado apenas como resíduo industrial, o material será estudado como alternativa para melhorar a qualidade do solo e elevar a produtividade das lavouras, em uma pesquisa desenvolvida por instituições de ensino, pesquisa e iniciativa privada.

O projeto será executado pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), em parceria com a Arauco Celulose do Brasil e a Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária e Ambiental (Fundapam). A cooperação foi oficializada por meio de acordo publicado no Diário Oficial do Estado e contará com investimento de R$ 320 mil, custeado pela empresa.

Com duração prevista de dois anos, o estudo será conduzido no campus da UEMS em Cassilândia e terá como foco avaliar o desempenho agronômico de um corretivo de solo obtido a partir do processo industrial de fabricação de celulose. A intenção é verificar se o material pode substituir, total ou parcialmente, o calcário utilizado tradicionalmente para reduzir a acidez dos solos do Cerrado.

Nutrição e escalabilidade

Além da comparação com o corretivo convencional, os pesquisadores irão analisar os efeitos do produto sobre a nutrição das plantas, o desenvolvimento das culturas agrícolas e o potencial de aumento da produtividade. O trabalho também prevê ensaios laboratoriais, produção de dados científicos e recomendações técnicas para uma eventual aplicação em larga escala.

A expectativa é que os resultados contribuam para ampliar o aproveitamento de resíduos industriais, transformando um subproduto da cadeia da celulose em um insumo agrícola com potencial de reduzir custos e estimular práticas mais sustentáveis no campo.

O convênio foi firmado entre representantes da UEMS, da Arauco e da Fundapam e segue as diretrizes da legislação federal voltada à inovação, pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico. Caso a eficiência do material seja comprovada, a iniciativa poderá abrir caminho para novas soluções voltadas à agricultura e fortalecer a integração entre o setor florestal e o agronegócio em Mato Grosso do Sul.

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