Rodar MS alcançará municípios do Bolsão e Vale do Ivinhema, enquanto nova licitação prevê R$ 44,2 milhões para conservar estradas sem pavimentação
A região leste de Mato Grosso do Sul está no centro de uma nova etapa de investimentos na malha rodoviária estadual. Dos 22 municípios que deverão ser impactados direta ou indiretamente pelo programa Rodar MS, quatro integram o Bolsão, território que concentra parte expressiva da indústria de celulose do Estado. Outras 18 estão no Vale do Ivinhema.
O projeto prevê a modernização e a recuperação de rodovias utilizadas para o transporte de pessoas, insumos agrícolas e produção industrial. O investimento estimado é de US$ 250 milhões, equivalente a aproximadamente R$ 1,25 bilhão.
Desse total, US$ 200 milhões serão financiados pelo Banco Mundial. Os US$ 50 milhões restantes deverão ser aplicados pelo Governo de Mato Grosso do Sul como contrapartida.
Ligação entre Santa Rita do Pardo e Brasilândia
Entre as intervenções em andamento na região está a MS-040, no trecho entre Santa Rita do Pardo e Brasilândia. A rodovia tem importância para o deslocamento entre os municípios do Bolsão e para o acesso às áreas de produção agropecuária e florestal.
As obras fazem parte de um conjunto de investimentos destinados a melhorar as conexões entre as cidades do leste estadual e os principais corredores logísticos de Mato Grosso do Sul.
A infraestrutura rodoviária ganhou maior relevância com a expansão das indústrias de celulose e o aumento do fluxo de caminhões, trabalhadores e fornecedores nos municípios do chamado Vale da Celulose.
Licitação prevê R$ 44,2 milhões
Além do Rodar MS, a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos publicou nesta quarta-feira (22) uma licitação para contratar serviços de manutenção e conservação de rodovias não pavimentadas na região sudeste.
O valor estimado é de R$ 44.204.862,91. A empresa vencedora será escolhida pelo critério de menor preço, com contratação por preço unitário.
A abertura das propostas está programada para 10 de agosto, às 8h30, no horário de Mato Grosso do Sul. O edital divulgado não detalha, no trecho apresentado, quais rodovias serão atendidas nem a extensão total dos serviços.
Parte das intervenções utilizará o modelo de Contrato de Restauração e Manutenção de Rodovias, conhecido como Crema. Nesse formato, a empresa contratada elabora o projeto executivo a partir das diretrizes estabelecidas no projeto básico.
A proposta precisa ser aprovada pela Agesul antes do início da execução. O contrato inclui tanto a restauração inicial quanto a manutenção da rodovia durante o período previsto.
Além da recuperação do pavimento, o Rodar MS incorpora medidas para aumentar a resistência das estradas a eventos climáticos, como chuvas intensas e períodos prolongados de calor.
Estado pretende ampliar trechos pavimentados
A previsão estadual é encerrar 2026 com 5.988 quilômetros de rodovias pavimentadas. Até 2030, a meta é fazer com que a extensão asfaltada supere a malha sem pavimentação.
O planejamento projeta 6.660 quilômetros de estradas estaduais asfaltadas, diante de 5.940 quilômetros ainda não pavimentados.
Outras obras estão em andamento em diferentes regiões, incluindo intervenções nas rodovias MS-377, MS-134, MS-244, MS-245, MS-289, MS-316, MS-320, MS-324, MS-347, MS-355, MS-380 e MS-444.
Também há projetos de restauração nas rodovias MS-436, MS-180, MS-156, MS-295 e MS-276, além de novos acessos e obras de contorno viário.


