A ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (PSB), voltou ao centro das articulações políticas para as eleições de 2026 em São Paulo. Apesar de ser apontada por lideranças da base governista como um dos nomes mais competitivos para compor uma eventual chapa encabeçada por Fernando Haddad (PT) ao governo paulista, a ex-senadora mantém o foco na disputa por uma vaga no Senado.
Nos bastidores, dirigentes partidários avaliam que Simone poderia ampliar o alcance eleitoral da chapa petista junto ao eleitorado de centro. Pesquisas internas teriam indicado que a sul-mato-grossense reúne atributos considerados estratégicos para uma composição majoritária, especialmente por sua trajetória de independência política e pelo desempenho obtido em eleições anteriores.
Entretanto, o cenário envolve um impasse dentro do próprio campo aliado. Além de Simone, o ex-governador Márcio França (PSB) também trabalha para disputar uma cadeira no Senado. Ao mesmo tempo, a ex-ministra Marina Silva (Rede) aparece entre os nomes cotados para ocupar uma das vagas da aliança governista.
Após deixar o Ministério do Planejamento, Simone transferiu seu domicílio eleitoral para São Paulo e filiou-se ao PSB, movimento interpretado como parte da estratégia para viabilizar sua candidatura ao Senado pelo maior colégio eleitoral do país.
Aliados da ex-ministra afirmam que ela tem demonstrado pouca disposição para abrir mão do projeto eleitoral que vem construindo nos últimos meses. A avaliação é que a disputa ao Senado oferece maior protagonismo político e permite uma atuação mais alinhada às pautas defendidas por ela nos últimos anos.
Críticas ao bolsonarismo
Em recente entrevista à Jovem Pan News, Simone Tebet também voltou a comentar o cenário político nacional e fez críticas ao movimento bolsonarista. Segundo ela, o Brasil precisa fortalecer um ambiente político com mais diálogo e menos radicalização.
A ex-ministra defendeu o fortalecimento de uma oposição baseada em propostas e afirmou acreditar que o país necessita de um debate mais voltado para projetos de desenvolvimento e menos centrado em disputas ideológicas.
Simone avaliou ainda que a polarização política continua presente no cenário nacional, mesmo após as eleições presidenciais de 2022, e manifestou o desejo de que as próximas disputas eleitorais sejam pautadas por temas ligados ao futuro do país, à economia e à melhoria da qualidade de vida da população.
Enquanto as negociações avançam nos bastidores, a definição sobre a composição das chapas em São Paulo deve se tornar um dos temas centrais das articulações políticas nos próximos meses.

