Número registrado até 23 de julho é maior que as 25 mortes contabilizadas no Estado entre 2015 e 2025
Mato Grosso do Sul enfrenta em 2026 o período mais letal da série histórica da chikungunya. Dados parciais da Secretaria de Estado de Saúde (SES), atualizados até 23 de julho, mostram que 28 pessoas morreram em decorrência da doença neste ano.
O número já ultrapassa a soma dos 11 anos anteriores. Entre 2015 e 2025, o Estado havia registrado 25 óbitos. Somente em 2025, até então o ano mais grave, foram contabilizadas 17 mortes.
Os óbitos deste ano ocorreram em Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna, Itaporã, Ponta Porã e Nioaque.
Dourados concentra a maior parte das mortes. Segundo o boletim estadual, a maioria das vítimas no município era indígena. As idades variaram de um mês a 94 anos.
Diante do avanço da doença, Dourados recebeu uma força-tarefa com participação do Ministério da Saúde durante o primeiro semestre. A mobilização incluiu atendimentos médicos, mutirões e outras medidas de enfrentamento à epidemia.
O boletim da SES informa que 9.686 casos de chikungunya foram confirmados em Mato Grosso do Sul desde o início do ano. Entre as gestantes, consideradas grupo de risco, foram registradas 114 notificações.
Até a atualização dos dados, a vacinação contra a doença estava disponível nas unidades de saúde de Dourados, Itaporã, Amambai, Batayporã, Douradina e Sete Quedas.
A chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue e do vírus Zika. A doença pode provocar febre alta, dor intensa nas articulações, manchas na pele, dor de cabeça e cansaço. Parte dos pacientes pode permanecer com dores articulares por meses ou anos.
Dengue não registra mortes em 2026
Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabilizava 1.815 casos confirmados e nenhum óbito em 2026 até a divulgação do boletim.
O Estado recebeu 241.030 doses da vacina contra a dengue e aplicou 223.322. Desse total, 201.349 doses foram destinadas ao público prioritário, formado por crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.
O esquema de vacinação contra a dengue prevê duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.


