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Pesquisas apontam favoritos nas disputas majoritárias em MS neste domingo (4)

Levantamentos indicam vantagem de Flávio Bolsonaro no Estado, possibilidade de reeleição de Eduardo Riedel no primeiro turno e liderança de Reinaldo Azambuja e Capitão Contar para o Senado

Mais de 2 milhões de eleitores de Mato Grosso do Sul vão às urnas neste domingo (4) para definir os representantes do Estado e participar da escolha do próximo presidente da República. Nas disputas majoritárias, cada eleitor fará quatro escolhas: uma para presidente, uma para governador e duas para o Senado.

A votação ocorre das 7h às 16h, pelo horário de Mato Grosso do Sul. Ao final do dia, a apuração mostrará se as tendências registradas pelas últimas pesquisas eleitorais serão confirmadas.

O levantamento mais recente do Instituto de Pesquisa Resultado (IPR) aponta cenários distintos. A preferência presidencial aparece concentrada entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT); Eduardo Riedel (PP) reúne índice suficiente para uma possível vitória no primeiro turno; e Reinaldo Azambuja e Capitão Contar, ambos do PL, chegam à votação na dianteira pelas duas cadeiras disponíveis no Senado.

A pesquisa ouviu 784 eleitores entre os dias 26 e 30 de setembro. A margem de erro informada é de 3,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Os percentuais representam o cenário encontrado durante as entrevistas. Não constituem antecipação do resultado, que depende do comparecimento às urnas e da decisão dos eleitores, especialmente daqueles que chegaram ao domingo ainda indecisos.

reprodução

Flávio lidera preferência presidencial em Mato Grosso do Sul

Na disputa pela Presidência da República, Flávio Bolsonaro lidera entre os eleitores sul-mato-grossenses com 52,54% dos votos válidos. Lula aparece em segundo lugar, com 37,43%. A diferença entre os dois é de 15,11 pontos percentuais.

O cálculo dos votos válidos desconsidera os entrevistados que declararam intenção de votar em branco ou anular, além daqueles que não souberam responder.

Os demais concorrentes aparecem distantes dos dois líderes. Augusto Cury (Avante) tem 4,04%; Ronaldo Caiado (PSD), 3,29%; e Renan Santos (Missão), 1,95%. Samara (UP), Romeu Zema (Novo), Wilson Grassi (Democrata) e Rui Costa Pimenta (PCO) permanecem abaixo de 1%.

Flávio e Lula concentram juntos 89,97% das preferências válidas registradas no Estado.

Quando todos os entrevistados são considerados, Flávio tem 44,77% e Lula aparece com 31,89%. Os indecisos somam 8,29%, enquanto os votos brancos e nulos representam 6,51%.

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos concorrentes não são apresentados, Flávio é citado por 34,57% e Lula por 26,15%. A parcela de entrevistados que não soube apontar espontaneamente um candidato chega a 31,51%.

A diferença entre os cenários mostra que parte dos eleitores reconhece sua preferência quando recebe a lista de candidatos, embora não mencione espontaneamente o escolhido.

Em relação à rejeição, Lula possui o maior índice: 41,33% afirmaram que não votariam nele de maneira alguma. Flávio Bolsonaro registra 29,08%.

A votação em Mato Grosso do Sul, entretanto, representa apenas uma parcela do resultado presidencial. A definição depende da soma dos votos válidos registrados em todo o País.

reprodução

Riedel tenta confirmar reeleição no primeiro turno

A principal expectativa na disputa pelo Governo do Estado é saber se Eduardo Riedel conseguirá confirmar neste domingo uma vitória sem necessidade de segundo turno.

Entre os votos válidos da pesquisa, o governador alcança 66,84%. O ex-deputado federal Fábio Trad (PT) aparece em segundo lugar, com 18,78%. A diferença chega a 48,06 pontos percentuais.

Na sequência estão Delcídio do Amaral (PRD), com 6,43%; João Henrique Catan (Novo), com 4,23%; Lucien Rezende (PSOL), com 2,20%; Jeferson Bezerra (Agir), com 0,68%; Daniel Lemes (PCO), com 0,51%; e Renato Gomes (DC), com 0,34%.

Caso esse percentual seja repetido nas urnas, Riedel será reeleito neste domingo, pois superaria a metade dos votos válidos necessária para encerrar a eleição no primeiro turno.

No cenário que considera todos os entrevistados, o governador possui 50,38%, enquanto Fábio Trad registra 14,16%. Os indecisos representam 17,09% e os votos brancos e nulos somam 7,53%.

A consulta espontânea, porém, mostra um eleitorado menos definido. Sem a apresentação dos nomes, Riedel é citado por 22,19% e Fábio Trad por 4,08%. Nesse formato, 69,90% não mencionaram nenhum candidato.

O contraste indica que a vantagem de Riedel cresce quando os concorrentes são apresentados aos entrevistados. Ao mesmo tempo, o elevado índice de indefinição espontânea recomenda cautela antes da abertura das urnas.

Fábio Trad registra a maior rejeição entre os candidatos ao Governo, com 15,31%. Delcídio aparece com 5,74% e Riedel, com 4,34%. Outros 52,42% disseram não rejeitar nenhum dos concorrentes.

Caso nenhum candidato alcance mais da metade dos votos válidos, os dois mais votados voltarão às urnas no dia 25 de outubro.

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Segundo voto mantém disputa pelo Senado sob expectativa

Mato Grosso do Sul elegerá neste domingo dois senadores. Por isso, cada eleitor poderá votar em dois candidatos diferentes, e a análise dos percentuais exige uma leitura distinta das disputas para presidente e governador.

Na soma dos dois votos válidos indicados pelos entrevistados, Reinaldo Azambuja aparece com 35,35% das escolhas. Capitão Contar registra 31,19%.

Soraya Thronicke (PSB) ocupa a terceira posição, com 12,95%, seguida por Vander Loubet (PT), com 11,25%. Beto do Movimento (PSOL) tem 3,21%; Roberto Oshiro (Novo), 2,55%; Daniel Junior (Agir), 1,70%; Valter da Comagran (PRD), 0,85%; e Luiz Lemes (DC) e Valderi Garcia (PCO), 0,47% cada.

Esses percentuais representam a participação de cada nome no conjunto das escolhas válidas para as duas vagas. Portanto, não correspondem diretamente ao percentual de entrevistados que declarou voto em cada candidato.

A ordem das escolhas também revela comportamentos diferentes. Capitão Contar apresenta maior força como primeira opção, sendo citado por 27,93% dos entrevistados, contra 24,23% de Reinaldo Azambuja.

No segundo voto, o cenário se inverte. Azambuja é escolhido por 23,47%, enquanto Contar aparece com 14,16%. O resultado mostra que o ex-governador amplia sua presença entre os eleitores que já escolheram outro candidato como primeira opção.

Apesar da vantagem dos dois candidatos do PL, o segundo voto permanece como a principal variável da disputa. Mesmo quando os nomes são apresentados, 19,90% não definiram a primeira escolha. Na segunda opção, as categorias de indecisão somam 28,70%.

Na pesquisa espontânea, 77,81% não indicaram candidato para o primeiro voto ao Senado. Para a segunda vaga, a indefinição alcança 85,08%.

Parte do eleitorado pode, portanto, chegar à seção com somente um candidato definido. A distribuição desse segundo voto poderá alterar as distâncias entre os concorrentes, especialmente entre os candidatos que aparecem depois dos dois líderes.

Na rejeição, Capitão Contar registra 8,93%; Soraya Thronicke, 8,67%; Vander Loubet, 8,16%; e Reinaldo Azambuja, 2,17%.

Diferentemente das disputas para presidente e governador, a eleição para o Senado será definida neste domingo. Não existe segundo turno para o cargo: serão eleitos os dois candidatos que receberem as maiores votações.

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Pesquisa mostra tendência, mas decisão pertence às urnas

O cenário apresentado pelo levantamento coloca Flávio Bolsonaro na liderança da preferência presidencial em Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel em posição favorável para uma possível reeleição no primeiro turno e Reinaldo Azambuja e Capitão Contar na dianteira pelas duas cadeiras do Senado.

Entretanto, fatores como comparecimento, abstenção, votos brancos e nulos e a escolha dos indecisos poderão interferir nos resultados. No Senado, a definição do segundo voto representa o principal ponto de atenção.

A pesquisa presidencial está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-09073/2026. O levantamento referente às disputas estaduais possui o registro MS-08995/2026.

As urnas permanecem abertas até as 16h em Mato Grosso do Sul. Os eleitores que estiverem na fila no horário de encerramento continuarão tendo o direito de votar. Depois do fechamento das seções, começa a apuração que confirmará — ou não — as expectativas projetadas pelas pesquisas.

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