Faltando poucas semanas para o início das convenções partidárias que oficializarão as candidaturas às eleições de 2026, os diretórios estaduais de Mato Grosso do Sul ainda aguardam a definição dos valores que receberão do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).
Embora o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já tenha divulgado a divisão nacional dos R$ 4,9 bilhões do fundo, cabe às executivas nacionais de cada partido decidir quanto será destinado aos estados, considerando fatores como número de candidaturas, estratégia eleitoral e representatividade das legendas.
O PL, partido que terá a maior parcela dos recursos, com cerca de R$ 881 milhões, já encaminhou à direção nacional uma previsão orçamentária para financiar as campanhas em Mato Grosso do Sul. A expectativa é de que a definição ocorra ainda na primeira quinzena de julho.
O PT, segunda legenda com maior fatia do fundo, receberá aproximadamente R$ 615 milhões. A distribuição entre os estados deverá ser discutida pela direção nacional, levando em conta critérios como candidaturas majoritárias, chapas proporcionais e o cumprimento das cotas destinadas a mulheres, negros e indígenas.
No PSD, que contará com cerca de R$ 421 milhões do Fundo Eleitoral, as negociações também seguem em andamento. A direção estadual aguarda a conclusão do planejamento nacional para conhecer o montante que será destinado à campanha em Mato Grosso do Sul.
Situação semelhante vive o Republicanos, que terá acesso a aproximadamente R$ 348 milhões. A legenda ainda aguarda uma definição da executiva nacional sobre os critérios de distribuição dos recursos entre os estados.
Já o PSDB enfrenta um cenário mais desafiador. Sem representantes na bancada federal após a janela partidária, o partido poderá ter menor peso na divisão interna dos recursos, uma vez que a representação no Congresso costuma influenciar a distribuição do Fundo Eleitoral entre os diretórios estaduais.
Enquanto isso, outras siglas que disputarão as eleições em Mato Grosso do Sul também aguardam o posicionamento das respectivas executivas nacionais para definir o planejamento financeiro das campanhas.
O Fundo Especial de Financiamento de Campanha é a principal fonte pública de recursos para as eleições e será utilizado para custear despesas como produção de material gráfico, publicidade, logística, contratação de equipes e demais gastos permitidos pela legislação eleitoral. A expectativa é que a distribuição aos estados seja concluída antes do início oficial das convenções partidárias.


