A Orpec Engenharia pretende investir R$ 18,685 milhões na instalação de uma unidade em Três Lagoas. A operação será construída no Distrito Industrial 2 e deverá atender empreiteiras e grandes indústrias que demandam serviços de montagem, locação e manutenção de andaimes, formas e escoramentos.
Com sede no Paraná, a empresa projeta abrir 34 postos de trabalho no primeiro ano. O plano prevê ampliar o quadro para pelo menos 56 empregos diretos até o quinto ano de funcionamento, com prioridade para a contratação e a capacitação de trabalhadores locais.
A chegada da Orpec foi viabilizada por uma lei aprovada pela Câmara Municipal e publicada no Diário Oficial. O município cederá inicialmente uma área pública de 31.050 metros quadrados em regime de comodato.
A transferência definitiva do terreno não será automática. Para receber a doação, a empresa precisará cumprir as metas de investimento e geração de empregos assumidas no projeto.
Unidade atenderá grandes obras industriais
A nova estrutura deverá reunir galpão logístico, oficina de manutenção, pátio operacional e escritórios destinados às áreas administrativa e de engenharia.
O local funcionará como base para armazenar, distribuir, preparar e recuperar equipamentos empregados em obras industriais e na construção pesada.
No plano apresentado ao município, a Orpec relaciona a decisão de investir em Três Lagoas ao crescimento dos setores de papel e celulose, energia, agronegócio e infraestrutura. A empresa pretende atender operações e projetos desenvolvidos na região por grupos como Suzano, Eldorado Brasil e Arauco, além de outras indústrias e construtoras.
A instalação amplia a cadeia de fornecedores especializados que se forma ao redor dos grandes empreendimentos industriais da Costa Leste de Mato Grosso do Sul.
A estimativa empresarial é concluir a implantação em aproximadamente seis meses, contados após as autorizações ambientais necessárias.
A legislação municipal, entretanto, concede prazo máximo de 24 meses para a conclusão das obras e o início das atividades.
Caso as obrigações previstas não sejam atendidas, a área e as benfeitorias construídas no local poderão retornar ao patrimônio público.
A efetivação do investimento, portanto, estará vinculada ao cumprimento das contrapartidas estabelecidas no acordo com o município.


