Tecnologia inédita no ambiente operacional florestal brasileiro permite comandar equipamentos de colheita a partir de uma central instalada em Ribas do Rio Pardo
Uma máquina trabalha no meio da floresta enquanto o profissional responsável permanece a centenas de quilômetros de distância. Essa é a tecnologia testada pela Suzano em Mato Grosso do Sul, onde a primeira fase de um projeto de teleoperação resultou na colheita de 12 mil árvores.
O sistema permite controlar remotamente um harvester, equipamento utilizado para cortar, desgalhar e processar árvores. Os comandos são enviados a partir da torre de controle florestal da companhia, instalada em Ribas do Rio Pardo, para máquinas posicionadas nas áreas de produção.
A distância entre o operador e o equipamento pode chegar a 350 quilômetros. Os testes começaram em abril e representam a primeira experiência desse tipo realizada em condições operacionais no setor florestal brasileiro.
A tecnologia foi desenvolvida em parceria com a Komatsu e a S4E TECH. Atualmente, sete profissionais estão capacitados para operar o sistema.
Segurança e nova rotina de trabalho
A teleoperação permite retirar o trabalhador da área de colheita e transferir sua atividade para um ambiente controlado. A mudança reduz a exposição ao calor, poeira, ruídos, vibrações e outros riscos encontrados nas frentes florestais.
O modelo também pode facilitar a gestão das equipes e ampliar a eficiência da operação, já que profissionais instalados em uma central poderão comandar máquinas que trabalham em propriedades distantes.
Além dos possíveis ganhos de segurança, a Suzano avalia os impactos da tecnologia sobre produtividade, custos e continuidade das atividades. A conclusão da primeira fase abre caminho para novos testes e para o aperfeiçoamento do sistema.
As informações foram divulgadas por Douglas Seibert Lazaretti, que acompanhou uma visita às áreas onde o projeto está sendo desenvolvido.
Inovação também chega ao plantio e ao viveiro
Durante a agenda em Mato Grosso do Sul, representantes da companhia conheceram ainda uma frente de plantio e irrigação mecanizados. A tecnologia já faz parte das operações florestais realizadas pela empresa na região.
Outro projeto apresentado foi o Calda Pronta, desenvolvido no Viveiro de Três Lagoas. O processo antecipa o preparo do corretivo de solo antes do transporte até as áreas de aplicação.
A medida busca padronizar a mistura, reduzir custos e tornar o trabalho de campo mais eficiente. As iniciativas mostram que a digitalização e a mecanização avançam por diferentes etapas da cadeia florestal, desde a produção de mudas e o preparo do solo até a colheita da madeira.



