Política

Operação no Rio divide políticos de MS entre o apoio à força policial e críticas por violência excessiva

A megaoperação realizada no Rio de Janeiro, que deixou 121 mortos e entrou para a história como a mais letal do país, provocou forte divisão entre parlamentares de Mato Grosso do Sul.

Enquanto representantes da direita classificaram a ação como uma “faxina contra o crime organizado”, lideranças da esquerda a consideraram uma “chacina”, apontando abusos e desrespeito aos direitos humanos.

Para a base bolsonarista, a operação foi uma resposta necessária à escalada da violência nas comunidades cariocas. O vereador Rafael Tavares (PL) parabenizou o governador Cláudio Castro (PL) e as forças policiais, afirmando que “a paz se conquista pela força” e que o resultado demonstra “coragem e eficiência no combate ao crime”.

Na mesma linha, o deputado federal Marcos Pollon (PL) lamentou as mortes de policiais e criticou o Governo Federal, acusando-o de “proteger bandidos”. Segundo ele, o trabalho das forças de segurança mostra que “a direita defende a vida e a segurança da população, enquanto a esquerda se alia ao caos”.

Vereadores Rafael Tavares (PL) e Luiza Ribeiro (PT) | reprodução Correio do Estado

Do outro lado, parlamentares de esquerda condenaram a operação. A deputada federal Camila Jara (PT) disse que “as cenas de guerra no Rio mostram o fracasso de políticas de segurança baseadas apenas na repressão”. Ela defendeu uma pauta comum entre os dois campos políticos, pedindo a aprovação da PEC da Segurança e políticas públicas que combatam o crime com inteligência, não com violência.

A vereadora Luiza Ribeiro (PT) também criticou duramente o resultado da operação. Segundo ela, “nenhum governo pode chamar de sucesso uma ação que deixa centenas de famílias enlutadas”. Para a parlamentar, o uso excessivo da força “não pode ser naturalizado” e exige investigação imediata das autoridades envolvidas.

Realizada em 28 de outubro de 2025, a operação mobilizou forças estaduais e federais e terminou com 117 civis e quatro policiais mortos, superando o massacre do Carandiru, de 1992. As imagens de corpos enfileirados em áreas públicas repercutiram em todo o mundo, reacendendo o debate sobre o equilíbrio entre o combate ao crime e a preservação da vida.

O episódio escancarou a força do crime organizado no Brasil e a distância entre os discursos políticos sobre segurança pública — um tema que, em Mato Grosso do Sul, ganhou destaque nas redes sociais e na Assembleia Legislativa.

Leave a comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode gostar

Política

Vereadores acompanham anúncio de pavimentação e entrega de materiais em Três Lagoas

There are many variations of passages of Lorem Ipsum available but the majority have suffered alteration in that some injected
Política

Câmara de Três Lagoas analisa projetos sobre resíduos e agentes de saúde

There are many variations of passages of Lorem Ipsum available but the majority have suffered alteration in that some injected