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Nova concessão da Malha Oeste prioriza corredores que passam obrigatoriamente por Três Lagoas

A relicitação da Ferrovia Malha Oeste avançou mais uma etapa e deverá chegar ao mercado nos próximos meses com diferentes alternativas de operação. A prioridade do Governo Federal é garantir a concessão integral do corredor ferroviário que conecta Mato Grosso do Sul ao interior de São Paulo, fortalecendo a logística de exportação e o transporte de cargas estratégicas para o Estado.

A ferrovia é considerada uma das principais estruturas logísticas de Mato Grosso do Sul e tem papel fundamental para municípios como Três Lagoas, que se consolidou como um dos maiores polos industriais do país, especialmente nos setores de celulose, florestas plantadas e agronegócio.

O modelo em análise prevê três possibilidades de concessão. A principal delas contempla toda a extensão da ferrovia entre Corumbá e Mairinque (SP), totalizando quase dois mil quilômetros. Caso não haja propostas viáveis para o trecho completo, poderão ser avaliadas alternativas reduzidas, incluindo uma operação concentrada entre Corumbá e Três Lagoas.

A proposta integra o processo de relicitação da Malha Oeste, iniciado após a devolução da concessão pela atual operadora em 2020. Desde então, o projeto passou por estudos técnicos, consultas públicas e ajustes regulatórios para tentar recuperar a competitividade da ferrovia.

Três Lagoas no centro da logística

A possível modernização da Malha Oeste tem impacto direto sobre Três Lagoas, município que concentra algumas das maiores plantas industriais de celulose do mundo e que depende de soluções logísticas eficientes para ampliar sua competitividade.

Os estudos apontam que segmentos como celulose, madeira e minério de ferro devem estar entre os primeiros a migrar para a ferrovia após a retomada operacional do corredor, devido ao elevado volume transportado e à necessidade de redução de custos logísticos.

A expectativa é que a recuperação da malha ferroviária contribua para diminuir a dependência do transporte rodoviário, ampliar a capacidade de escoamento da produção e fortalecer a integração econômica de Mato Grosso do Sul com os principais mercados consumidores e portos do país.

reprodução

Bilhões em investimentos previstos

O projeto prevê um ciclo de investimentos de longo prazo para recuperação da infraestrutura ferroviária, incluindo melhorias em trilhos, pátios, edificações operacionais e aquisição de equipamentos.

Dependendo do modelo escolhido, os aportes podem ultrapassar R$ 29 bilhões ao longo da concessão, cuja duração prevista é de 57 anos. O Governo Federal também estuda mecanismos de apoio financeiro para viabilizar os cenários de maior abrangência, considerados essenciais para a retomada da competitividade da ferrovia.

A expectativa do setor é que o edital seja publicado ainda neste ano, abrindo caminho para uma nova fase da Malha Oeste e para o fortalecimento da infraestrutura logística de Mato Grosso do Sul.

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