Com a perspectiva de um período mais seco, quente e favorável à ocorrência de incêndios florestais, o Governo de Mato Grosso do Sul decretou situação de emergência ambiental em todo o Estado pelos próximos 180 dias. A medida, publicada nesta quarta-feira (3) no Diário Oficial, tem caráter preventivo e busca reforçar a estrutura de resposta diante do aumento do risco de queimadas, especialmente no Pantanal.
A decisão foi tomada com base em análises climáticas que apontam um cenário preocupante para o segundo semestre de 2026. Entre os fatores observados estão a redução das chuvas, altas temperaturas, baixa umidade relativa do ar, ventos intensos e a influência do fenômeno El Niño, que tende a agravar as condições de seca nos próximos meses.
O alerta acende um sinal de atenção principalmente para áreas de vegetação nativa, onde o acúmulo de material seco aumenta significativamente o potencial de propagação do fogo.
Com o decreto em vigor, o Estado passa a contar com instrumentos que permitem ampliar a capacidade operacional dos órgãos envolvidos no monitoramento e combate aos incêndios florestais. Entre as medidas previstas estão a revisão dos planos de contingência, reforço das ações preventivas, contratação emergencial de serviços e aquisição de equipamentos, caso necessário.
A medida também facilita o acesso a recursos federais e mecanismos de apoio voltados ao enfrentamento de desastres ambientais, permitindo maior agilidade administrativa caso o cenário climático se confirme.
Outro ponto previsto no decreto é a intensificação dos trabalhos de prevenção. Entre as ações estão a abertura e manutenção de aceiros ao longo de rodovias, estradas e pontes, além do acompanhamento permanente das áreas consideradas mais vulneráveis.
A publicação ainda prevê a possibilidade de adoção de medidas excepcionais para ampliar a capacidade de resposta dos órgãos estaduais durante o período crítico, incluindo a contratação temporária de pessoal especializado e a utilização de recursos emergenciais.
Nos últimos anos, Mato Grosso do Sul enfrentou temporadas severas de incêndios, especialmente no Pantanal, onde as queimadas provocaram danos ambientais expressivos, afetando a fauna, a flora e atividades econômicas ligadas ao turismo e à produção rural.
Diante desse histórico, o Governo do Estado aposta na antecipação das ações como forma de minimizar impactos e fortalecer a prevenção antes da chegada dos meses mais críticos do período de estiagem.
O decreto permanece válido pelos próximos seis meses e será acompanhado por monitoramento constante das condições climáticas e da evolução dos focos de calor em todas as regiões do Estado.


