Banner Topo
Destaques Mato Grosso do Sul Região

MP pede retirada urgente de macrófitas do Rio Pardo e indenização de R$ 10 milhões à hidrelétrica

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) pediu à Justiça que a concessionária da Usina Hidrelétrica Mimoso inicie, em até 48 horas, a retirada das macrófitas espalhadas pelo Rio Pardo, em Santa Rita do Pardo e Bataguassu.

A Ação Civil Pública, protocolada nesta quinta-feira (27), foi apresentada contra a Pantanal Energética Ltda., responsável pela hidrelétrica localizada em Ribas do Rio Pardo. O MP também solicita multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento e indenização mínima de R$ 10 milhões por dano moral coletivo ambiental.

Segundo a Promotoria, manobras realizadas na usina teriam contribuído para levar rio abaixo plantas aquáticas e matéria orgânica acumuladas no reservatório. A vegetação teria percorrido cerca de 240 quilômetros, embora a extensão e a gravidade dos impactos ainda dependam de confirmação técnica.

O pedido inclui a proibição de novas operações capazes de dispersar as macrófitas e exige a apresentação, em até 60 dias, de um estudo sobre a qualidade da água, os níveis de oxigênio e as condições da fauna de peixes.

Relatório aponta diferentes causas

Documentos do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) indicam que a proliferação das plantas pode estar relacionada a uma combinação de fatores, como lançamento de efluentes industriais, problemas no tratamento de esgoto de Ribas do Rio Pardo, atividades rurais e o próprio barramento.

O reservatório reduz a velocidade da água e favorece a concentração de nutrientes, criando condições para o crescimento das macrófitas. Apesar de reconhecer a existência de outras possíveis fontes de poluição, o MP sustenta que a concessionária é responsável pelo manejo e pela destinação adequada da vegetação acumulada na área da usina.

A ação também procura esclarecer se as operações realizadas entre outubro e dezembro de 2025 respeitaram as exigências estabelecidas pelo Imasul. O órgão havia autorizado o manejo das plantas, mas condicionado o procedimento ao monitoramento contínuo no reservatório e nos trechos posteriores do rio.

As maiores concentrações chegaram à região de Bataguassu em agosto, principalmente perto da ponte da MS-395 e do encontro do Rio Pardo com o Paraná. Os primeiros registros do problema, entretanto, ocorreram em fevereiro de 2025, nas proximidades da hidrelétrica.

Caso a indenização seja concedida, o MP propõe que o dinheiro seja destinado ao Fundo Municipal de Direitos Difusos e Coletivos de Bataguassu, com divisão dos recursos entre Bataguassu e Santa Rita do Pardo para ações ambientais compensatórias.

Leave a comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode gostar

Agronegócio Destaques

Agro brasileiro pode ser chave contra mudanças climáticas

There are many variations of passages of Lorem Ipsum available but the majority have suffered alteration in that some injected
Destaques Inovação e Tecnologia

MS já tem 10 municípios com tecnologia 5G

There are many variations of passages of Lorem Ipsum available but the majority have suffered alteration in that some injected