Em 2025, Mato Grosso do Sul se destacou negativamente no cenário de segurança pública ao registrar aumentos significativos tanto em mortes decorrentes de intervenções policiais quanto em casos de violência contra a mulher, mesmo com a tendência geral de redução em outros tipos de mortes violentas intencionais no estado.
O estado viveu intensa onda de confrontos entre policiais e criminosos ao longo do ano, especialmente após o assassinato do PM Marcelo Pimenta em Corumbá. Foram registradas 75 mortes por intervenção policial, contra 67 no ano anterior, o que representa crescimento de 11,1%. Essas ocorrências corresponderam a 12,7% de todas as mortes violentas intencionais no MS. Até o início de 2026, o número já chegava a 74 vítimas. Do total de 2025, 24 foram provocadas por policiais civis em serviço, 49 por policiais militares em serviço e 2 por militares fora de serviço.
No campo da violência de gênero, o quadro também piorou. O estado contabilizou 63 homicídios de mulheres, alta de 10,2% em relação a 2024, com os feminicídios subindo de 35 para 39 casos. Apenas nos primeiros meses de 2026, outras 15 mulheres foram vítimas de feminicídio. Outro indicador alarmante foi o de lesão corporal dolosa no contexto de violência doméstica, que saltou de 2.385 para 2.871 registros, aumento de 19,4%, colocando Mato Grosso do Sul como o segundo estado com maior crescimento nesse tipo de crime no país.
As medidas protetivas de urgência registraram taxa de 96,0 por 100 mil habitantes, com elevação de 21,5% em comparação ao ano anterior. Já os homicídios dolosos somaram 486 vítimas, alta de 6,2%. Os latrocínios caíram 41,4%, enquanto as lesões corporais seguidas de morte tiveram leve aumento, com 17 vítimas. No geral, as mortes violentas intencionais no estado cresceram 4,9% em 2025.


