Mato Grosso do Sul

Maioria dos radares desligados em MS está em Três Lagoas, diz Dnit

A Justiça Federal determinou que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) religue os radares desativados em Mato Grosso do Sul — sendo a maior parte deles localizada em Três Lagoas.

A cidade da Costa Leste foi a mais prejudicada com o “apagão” dos equipamentos: 11 aparelhos foram desligados, responsáveis por monitorar 27 faixas de trânsito na área urbana e outros três em trechos próximos à BR-262, justamente onde há grande fluxo de veículos, ciclistas e pedestres.

Ao todo, o Estado ficou sem 32 lombadas eletrônicas, controladores e redutores de velocidade instalados em cinco rodovias federais (BRs 262, 060, 267, 376 e 463), que fiscalizavam 76 faixas de tráfego em 13 municípios. Além de Três Lagoas, as cidades mais afetadas foram Campo Grande e Ponta Porã, cada uma com três equipamentos desligados.

Segundo o Dnit, a suspensão ocorreu após um corte de 88% no orçamento federal destinado ao Programa Nacional de Controle de Velocidade (PNCV) neste ano, reduzindo os recursos de R$ 364,1 milhões para apenas R$ 43,36 milhões. Com isso, a autarquia rescindiu contratos de manutenção e desligou os aparelhos em julho.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) alerta que os radares são essenciais para reduzir acidentes. Somente nos sete primeiros meses do ano, mais de 39 mil motoristas foram flagrados em excesso de velocidade no Estado. Nesse período, a PRF também registrou 1.023 acidentes nas rodovias federais.

Na decisão judicial, a juíza substituta Diana Wanderlei, da 5ª Vara Federal de Brasília, ordenou o restabelecimento imediato dos equipamentos em funcionamento. Ela destacou que o desligamento compromete a segurança da população e impôs multa diária de R$ 50 mil por radar que não for religado. O governo federal também terá de apresentar um plano emergencial para garantir recursos à manutenção do sistema.

Os radares, conhecidos popularmente como “pardais”, monitoram pontos críticos definidos em estudos técnicos — locais de travessia urbana, interseções perigosas e trechos com alto índice de acidentes.

Em Três Lagoas, que concentra grandes indústrias e intenso tráfego de cargas, a ausência dos equipamentos foi considerada de alto risco para os usuários da BR-262 e vias adjacentes.

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