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Exigência do TCU deve adiar licitação da Malha Oeste para depois de 2026

A previsão de realizar ainda em 2026 a licitação da Malha Oeste ficou mais distante após o Tribunal de Contas da União (TCU) solicitar a atualização de informações sobre o projeto. Os dados deverão ser encaminhados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Depois de receber a documentação, o tribunal terá prazo de até 75 dias para concluir a análise. Para o economista e doutor em Desenvolvimento Jaime Verruck, o novo cronograma praticamente afasta a possibilidade de o processo licitatório ocorrer neste ano.

“Isso praticamente elimina a possibilidade de que a licitação ocorra ainda em 2026”, avaliou.

A ferrovia liga Corumbá, em Mato Grosso do Sul, a Mairinque, no interior de São Paulo. O traçado é considerado estratégico para o transporte de cargas e para a integração da produção estadual a importantes corredores logísticos do país.

Ao comentar a importância da concessão, Verruck destacou que a recuperação da ferrovia é uma reivindicação antiga do setor produtivo sul-mato-grossense.

“Nós sabemos o quanto hoje temos a necessidade da retomada da Malha Oeste, sobretudo do ponto de vista da logística e dos investimentos”, afirmou.

Projeto prevê recuperação de 1,6 mil quilômetros

A proposta para a nova concessão contempla aproximadamente 1.625 quilômetros de trilhos entre Corumbá e Mairinque. O projeto também considera a possibilidade de recuperar futuramente o ramal ferroviário entre Campo Grande e Ponta Porã.

A previsão é de um aporte federal de R$ 3,6 bilhões para restaurar os segmentos mais deteriorados da malha. A retomada da operação poderia ampliar a capacidade de escoamento de produtos minerais, agrícolas e industriais, além de reduzir a dependência do transporte rodoviário.

Na avaliação de Verruck, atualmente pré-candidato a deputado federal pelo Republicanos, a revitalização da ferrovia pode aumentar a competitividade de Mato Grosso do Sul e fortalecer a participação do Estado nas rotas nacionais de exportação.

“Para Mato Grosso do Sul, essa discussão representa uma oportunidade estratégica para fortalecer a competitividade e consolidar sua posição como um dos principais corredores de exportação do país”, declarou.

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