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Fernando Jurado visita Smart Sampa e defende uso de tecnologia na segurança de Três Lagoas

Vereador três-lagoense conheceu a central de monitoramento de São Paulo, que reúne 50 mil câmeras e utiliza inteligência artificial na identificação de ocorrências

O vereador Fernando Jurado (PP/MS) visitou recentemente a Central de Monitoramento do Smart Sampa, na capital paulista, para conhecer o funcionamento do sistema utilizado pela Prefeitura de São Paulo na área de segurança pública.

Durante a agenda, o parlamentar acompanhou a estrutura operacional do programa e recebeu informações sobre o uso de câmeras, reconhecimento facial, leitura de placas de veículos e inteligência artificial. Para Jurado, experiências adotadas em grandes centros urbanos podem contribuir para o debate sobre segurança em Três Lagoas.

“Está na hora de Três Lagoas aprender com as maiores cidades do Brasil o que tem sido feito para garantir segurança para a população”, afirmou o vereador.

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Sistema reúne câmeras públicas e privadas

O contrato para implantação do Smart Sampa foi assinado pela Prefeitura de São Paulo em agosto de 2023. O sistema começou a operar em julho de 2024 e está sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Segurança Urbana.

Atualmente, a plataforma reúne 50 mil câmeras distribuídas por diferentes regiões da capital. Desse total, 20 mil equipamentos pertencem ao próprio programa e outros 30 mil são provenientes de redes privadas integradas.

A região central concentra 12 mil câmeras. Outras 14 mil estão na Zona Oeste, 10 mil na Zona Sul, 9 mil na Zona Leste e 5 mil na Zona Norte.

Empresas, concessionárias e moradores também podem solicitar gratuitamente a integração de câmeras externas voltadas para áreas públicas. Os equipamentos precisam atender aos critérios técnicos definidos pela administração municipal, incluindo resolução mínima de dois megapixels.

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Inteligência artificial gera alertas

O Smart Sampa utiliza algoritmos para analisar as imagens e emitir alertas sobre situações consideradas suspeitas. A tecnologia pode identificar invasões, atos de vandalismo, furtos e veículos com registro de roubo.

O reconhecimento facial também é empregado na busca por pessoas desaparecidas e procuradas pela Justiça. Para isso, a plataforma foi conectada aos bancos de dados da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania e da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo.

Quando uma possível ocorrência é identificada, as informações são encaminhadas aos agentes responsáveis pelo atendimento. A viatura da Guarda Civil Metropolitana mais próxima pode ser acionada para verificar a situação.

O programa também prevê integração com serviços como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Corpo de Bombeiros.

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Central funciona durante 24 horas

O sistema é operado a partir de uma central localizada no Centro Histórico de São Paulo. Inaugurada em julho de 2024, a estrutura funciona durante 24 horas e reúne aproximadamente 250 profissionais da Guarda Civil Metropolitana e da Defesa Civil.

O prédio possui áreas destinadas à coordenação do programa, às operações especiais e ao trabalho de equipes capacitadas para utilizar drones. O piso térreo permanece aberto ao público e aos profissionais da imprensa, enquanto a sala principal de monitoramento tem acesso restrito aos operadores da plataforma.

Segundo os resultados divulgados pela Prefeitura de São Paulo, o sistema já contribuiu para 6 mil prisões em flagrante, a localização de mais de 230 pessoas desaparecidas e o atendimento de aproximadamente 3,2 mil ocorrências envolvendo veículos.

A administração paulista afirma que o tratamento das imagens segue as regras estabelecidas pela Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Os registros devem ser utilizados exclusivamente para finalidades relacionadas à segurança pública.

Conforme as normas do programa, imagens sem relação com investigações ou ocorrências precisam ser descartadas. As câmeras particulares incorporadas à plataforma devem seguir os mesmos protocolos aplicados aos equipamentos públicos.

“A visita teve justamente o objetivo de conhecer de perto o modelo adotado em São Paulo, entender como a tecnologia vem sendo utilizada e reunir referências para discutirmos soluções que possam fortalecer o monitoramento urbano e a segurança da população de Três Lagoas”, concluiu Fernando Jurado.

1 Comment

  1. Mário Esqueda Júnior

    julho 21, 2026

    Parabéns @fernandojuradotl pela iniciativa e comprometimento com nossa cidade, estendendo, também, a Rogério Potinatti pela matéria!!!

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