Feira segue até domingo (8), em Campo Grande, com leilões, julgamentos, rodeio, debates técnicos e entrada gratuita
A terceira edição da Expogenética MS pretende movimentar mais de R$ 200 milhões em negócios e superar os cerca de 140 mil visitantes registrados no ano passado. A feira começou em 29 de outubro e prossegue até domingo (8), no Parque de Exposições Laucídio Coelho, em Campo Grande.
Organizado pela Associação Sul-Mato-Grossense dos Criadores de Nelore, com apoio da Acrissul, o evento reúne produtores, criadores, empresas e profissionais ligados à cadeia da carne bovina.
A programação inclui leilões, julgamentos de animais, provas equestres, rodeio, rodada de negócios, palestras, atrações culturais, parque de diversões e atividades sociais. O acesso ao parque e ao setor Arena é gratuito durante todos os dias.
Na abertura oficial, realizada no sábado (31), o governador Eduardo Riedel afirmou que o melhoramento genético é um dos fatores responsáveis pela competitividade da carne produzida em Mato Grosso do Sul.
“A proteína animal é um dos grandes ativos do Estado. A carne bovina é exportada para o mundo inteiro, e a genética do gado nelore faz parte dessa base de produção”, declarou.
Pecuária produz mais em áreas menores
Mato Grosso do Sul possui o quinto maior rebanho bovino do Brasil, com aproximadamente 18,7 milhões de animais. Embora parte das antigas áreas de pastagem tenha sido ocupada pela agricultura e pelas florestas plantadas, a pecuária preservou sua relevância econômica por meio de ganhos de produtividade.
A utilização de genética, manejo mais eficiente, recuperação de pastagens e novas tecnologias permitiu elevar a produção mesmo com a redução da área disponível. Esse processo também acompanha uma mudança no perfil da economia estadual, atualmente marcada pela expansão conjunta da agropecuária, da indústria de alimentos e do setor florestal.
Em 2025, Mato Grosso do Sul processou mais de 1,06 milhão de toneladas de proteína animal, o maior volume já registrado na série histórica estadual.
As exportações de carnes renderam mais de US$ 2,47 bilhões no mesmo período. A China permaneceu entre os principais destinos, ao lado de outros mercados com exigências sanitárias e comerciais específicas.
O avanço da atividade também teve reflexos no emprego formal. Levantamento da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul mostra que o número de trabalhadores contratados diretamente pelo segmento passou de aproximadamente 20 mil, em 2006, para mais de 40 mil em 2025.
Feira também discute futuro do setor
Além da exposição e comercialização de animais, a Expogenética abriu espaço para debates sobre os desafios da pecuária. A agenda inclui discussões sobre mercado digital, reforma tributária, acordos comerciais e perspectivas para a produção de carne.
Para o presidente da Nelore-MS, Paulo Matos, a proposta é aproximar a cadeia produtiva da população e apresentar a importância econômica do setor para Mato Grosso do Sul.
A edição deste ano também reorganizou os espaços destinados aos shows e ao rodeio. A expectativa dos organizadores é aumentar a circulação do público e ampliar o alcance comercial da feira sem restringir o acesso às principais atividades.


