Depois de superar a forte marcação do Japão, o Brasil deve encontrar um cenário diferente nas oitavas de final da Copa do Mundo. O adversário deste domingo (5), às 16h (horário de MS), a Noruega, chega embalado pelo talento ofensivo de Erling Haaland e Martin Odegaard, mas apresenta fragilidades defensivas que podem favorecer a equipe brasileira.
Embora tenha um dos ataques mais perigosos da competição, a seleção escandinava tem sofrido para conter os adversários. Desde a Copa do Mundo de 2022, a Noruega disputou 38 partidas e sofreu 43 gols, desempenho bem inferior ao do Japão, que levou apenas 30 gols em 46 jogos no mesmo período.
As dificuldades defensivas também ficaram evidentes nesta Copa. Entre todas as seleções classificadas às oitavas de final, a Noruega terminou a fase anterior como a equipe mais vazada, sofrendo oito gols, incluindo um na vitória por 2 a 1 sobre a Costa do Marfim.
Apesar da classificação, os africanos criaram mais oportunidades durante a partida. Finalizaram 14 vezes, contra nove dos noruegueses, acertaram mais chutes no alvo e encontraram espaços principalmente pelos lados do campo, setor que tem sido um dos principais pontos vulneráveis da defesa escandinava.
A situação preocupa especialmente porque o Brasil construiu boa parte de suas jogadas ofensivas justamente pelas pontas na vitória sobre o Japão.

Vini Jr. pode ser arma decisiva
A expectativa também gira em torno do possível duelo entre Vinicius Júnior e o lateral Julian Ryerson, que se recupera de lesão e ainda é dúvida para a partida.
Os dois já se enfrentaram na final da Liga dos Campeões da temporada 2023/24, quando o atacante brasileiro, defendendo o Real Madrid, levou vantagem em diversas jogadas sobre o defensor do Borussia Dortmund, participando da construção da vitória espanhola.
Caso Ryerson não reúna condições de jogo, a tendência é que Marcus Pedersen, atual reserva da posição, seja mantido entre os titulares.
O técnico Staale Solbakken ainda não revelou qual estratégia utilizará diante da Seleção Brasileira, mas a tendência é de ajustes para tentar reduzir os espaços pelos lados do campo, principal ponto explorado pelos adversários durante a campanha norueguesa.
Além da necessidade de neutralizar Haaland e Odegaard, o Brasil tentará quebrar um retrospecto desfavorável. Em quatro confrontos entre as seleções, a Noruega nunca foi derrotada: são duas vitórias e dois empates diante dos brasileiros.


