Os consumidores brasileiros continuarão pagando um valor extra na conta de energia elétrica em setembro. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu manter a bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
A decisão foi anunciada nesta sexta-feira (28) e reflete as condições menos favoráveis para a geração de eletricidade durante o período seco.
Com menos chuvas, o volume de água armazenado nos reservatórios das hidrelétricas diminui. Para atender à demanda, o sistema elétrico precisa ampliar o uso das usinas termelétricas, cuja operação é mais cara.
Setembro será o quinto mês consecutivo com cobrança adicional. A bandeira amarela entrou em vigor em maio e foi mantida em junho, julho e agosto. Nos primeiros quatro meses de 2026, vigorou a bandeira verde, sem acréscimo tarifário.
Veja quanto será acrescentado à fatura
O valor adicional depende diretamente do consumo registrado no imóvel. Uma residência que utilizar 200 kWh terá acréscimo de R$ 3,77. Se o consumo chegar a 300 kWh, a cobrança será de aproximadamente R$ 5,66.
| Consumo mensal | Acréscimo da bandeira |
|---|---|
| 100 kWh | R$ 1,89 |
| 200 kWh | R$ 3,77 |
| 300 kWh | R$ 5,66 |
| 500 kWh | R$ 9,43 |
Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias informa mensalmente as condições de produção de energia no país. A bandeira verde indica cenário favorável e não gera cobrança adicional. A amarela sinaliza aumento dos custos, enquanto as bandeiras vermelhas representam situações mais caras e aplicam valores extras maiores.
A Aneel recomenda o uso consciente da eletricidade durante os períodos de maior custo. Desligar aparelhos que não estejam sendo utilizados, reduzir o tempo de funcionamento de equipamentos de alto consumo e evitar desperdícios podem amenizar o impacto na fatura.


