Mato Grosso do Sul registrou uma das maiores pressões sobre o custo da construção civil em julho. O valor necessário para construir no Estado aumentou 1,22% no mês, quase três vezes a média brasileira, de 0,44%.
Com a elevação, o custo médio passou a R$ 1.896,68 por metro quadrado, conforme o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), divulgado nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O desempenho colocou Mato Grosso do Sul na terceira posição entre os estados com as maiores altas mensais. Somente Goiás, com 2,58%, e Rio Grande do Sul, com 1,86%, apresentaram variações superiores. Pará, com 1,02%, e Tocantins, com 0,96%, completaram as cinco primeiras colocações.
Estado ainda tem menor custo do Centro-Oeste
Embora tenha avançado acima da média regional de 1,18%, Mato Grosso do Sul continua sendo o estado mais barato para construir no Centro-Oeste.
Em Mato Grosso, o custo alcançou R$ 2.064,68 por metro quadrado. Goiás registrou R$ 2.008,93, enquanto o Distrito Federal chegou a R$ 2.008,66.
O preço sul-mato-grossense também permanece abaixo do índice nacional, calculado em R$ 1.985,10 por metro quadrado.
A diferença, entretanto, vem diminuindo diante da alta acumulada pelo Estado nos últimos 12 meses. Nesse período, a construção ficou 7,53% mais cara em Mato Grosso do Sul, percentual ligeiramente superior aos 7,40% registrados no Brasil.
Entre janeiro e julho de 2026, a variação estadual ficou em 3,45%, abaixo do avanço nacional de 4,94%.
Mão de obra acumula maior pressão no País
Na composição do custo brasileiro, os materiais responderam por R$ 1.120,13 do valor médio do metro quadrado, enquanto a mão de obra representou R$ 864,97.
Os preços dos materiais aumentaram 0,48% em julho. A elevação perdeu força em relação a junho, quando havia sido de 0,92%. Já a parcela relacionada aos trabalhadores avançou 0,39%, após subir 1,55% no mês anterior.
Na comparação de 12 meses, a mão de obra apresenta o maior impacto, com crescimento de 9,56%. Os materiais acumulam aumento de 5,81%.
Os dados sinalizam uma pressão adicional sobre obras residenciais, comerciais e de infraestrutura em Mato Grosso do Sul. Caso o movimento persista, construtoras e consumidores poderão enfrentar revisões de orçamento, principalmente em projetos de execução mais longa.


