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Como a tecnologia e a homeopatia estão virando o jogo contra os parasitas na pecuária

Pecuaristas de alta performance eliminam o estresse das agulhadas, driblam a resistência química de carrapatos e alcançam retorno financeiro expressivo de até R$ 4,63 para cada real investido

O controle de parasitas na pecuária bovina deixou de ser apenas uma rotina sanitária para se tornar um dos maiores desafios econômicos da atividade porteira afora. De acordo com dados consolidados da Embrapa Gado de Corte, os prejuízos anuais causados por carrapatos, moscas-dos-chifres e verminoses ultrapassam a casa dos bilhões de dólares no Brasil. O avanço da resistência parasitária aos princípios químicos tradicionais vem forçando o mercado a buscar alternativas sustentáveis e eficientes, investir em saúde animal deixou de ser um custo operacional para se transformar no melhor negócio para o produtor rural.

Neste cenário de transição tecnológica, o uso de medicamentos biológicos e homeopáticos populacionais vem redesenhando os índices de produtividade do país. A eficiência dessa tecnologia se consolida no campo através de resultados práticos em duas das principais vertentes do setor: a excelência genética no gado de corte e a alta performance na pecuária leiteira.

Na pecuária de corte, o gado registrado e de alta performance carrega uma exigência produtiva superior, o que eleva sua sensibilidade ao estresse parasitário. Edison Laroca, CEO da Agropecuária Guapiara, conta que o grande gargalo da empresa concentrava-se em um lote de gado de elite severamente atingido pela Tristeza Parasitária Bovina (TPB), transmitida pelo carrapato. As soluções convencionais de balcão já não surtiam efeito contra a cepa virulenta da propriedade,  a virada de chave aconteceu com uma estratégia baseada na especificidade biológica.

“A equipe coletou as teleóginas diretamente dos animais da fazenda. Esse material foi processado em laboratório pela Real H para criar um medicamento homeopático totalmente personalizado. O produto customizado foi introduzido na ração farelada da própria fazenda, o que controlou o carrapato e sanou os surtos de TPB. Hoje, a parceria já passa de uma década, englobando também o controle de moscas, problemas de casco, verrugas e verminoses pulmonares”, destaca Laroca.

As práticas se consolidam quando os números financeiros são auditados na ponta do lápis. Segundo levantamento, para cada R$ 1,00 investido nos produtos do Grupo Real, o retorno financeiro direto para a fazenda é de R$ 4,63 em ganho de peso e eficiência produtiva. No entanto, o gestor alerta que a eficácia da tecnologia está diretamente ligada ao manejo correto e ao compromisso dos colaboradores de campo. “Eu cheguei a questionar a eficácia do tratamento no passado, mas identifiquei que o erro estava na execução humana. A homeopatia sempre funcionou. O que não funcionava era a peça que estava fornecendo essa homeopatia no cocho”, relembra.

Se no gado de corte o foco é o ganho de peso e a saúde da carcaça, na pecuária leiteira o desafio é manter a alta produtividade sem descartar leite por carência química. Na cooperativa Copac, que reúne 55 sócios e 23 famílias em um modelo de produção coletiva, a tecnologia da Real foi a engrenagem que faltava para impulsionar os índices.

Hoje, o grupo exibe uma produtividade que oscila entre 12.000 e 13.000 litros de leite por hectare/ano. De acordo com Valmor Baccin, diretor de produção de leite da cooperativa, a estabilização desses números só foi possível ao combater o carrapato por meio de um protocolo rotativo que acompanha as estações do ano.

“A nossa estratégia funciona utilizando o potencial máximo de cada produto de acordo com o nível de desafio que o clima traz em cada época do ano. No inverno, quando a infestação de carrapato está em um nível mais baixo, nós utilizamos o Parasiti 100. Quando entra a primavera e o desafio se torna mediano, a gente passa a utilizar o Carrapat 100. Já naquelas épocas de calor em que a população do parasita explode e fica bem maior, o foco vai para o Ectrol MD. É esse acompanhamento das estações que garante o rebanho limpo e protegido o ano todo”.

Os produtos são misturados ao sal mineral ou colocados na pista de alimentação. O resultado prático em um rebanho de mais de 700 cabeças é incontestável: “Hoje, se você passar o rebanho todo nosso, você não acha nenhum carrapato”, comemora Baccin.

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