Política

Caravina cobra secretário por atraso em concurso da Polícia Civil de MS

O deputado estadual Pedro Caravina (PSDB) protocolou nesta terça-feira (13) um requerimento na Assembleia Legislativa cobrando explicações formais sobre o atraso no concurso público da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. A solicitação é direcionada ao Secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira, e busca esclarecer o porquê da não publicação do edital, inicialmente prometido para o início deste ano.

Apesar de o governador Eduardo Riedel já ter autorizado o certame, e o próprio secretário ter afirmado publicamente na última semana de março que em 40 dias seria publicado o edital, até o momento não houve avanço concreto no processo. Nem mesmo a banca organizadora foi oficialmente contratada, o que compromete o cronograma e aumenta a insegurança entre os candidatos que aguardam o concurso.

“Estamos diante de um tema extremamente sensível, que envolve o reforço da segurança pública e o futuro de milhares de candidatos que aguardam a oportunidade de ingressar na carreira policial. Há uma clara desconexão entre o que foi anunciado e o que está sendo entregue”, afirmou Caravina.

Prazo vencido e falta de informações

O concurso foi autorizado pelo governo em janeiro de 2025. Desde então, passaram-se mais meses sem qualquer atualização oficial por parte da Secretaria de Segurança Pública.

O parlamentar agora quer esclarecimentos sobre:

O motivo do não cumprimento do prazo para publicação do edital;
A nova previsão oficial para o lançamento do documento;
O cronograma estimado para as etapas do concurso, incluindo provas, curso de formação e nomeação dos aprovados.

A ausência de respostas concretas, segundo Caravina, fere princípios básicos da administração pública, como a transparência e o respeito à legalidade. A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul enfrenta defasagem histórica de efetivo, o que torna o novo concurso uma prioridade para a reestruturação do sistema de segurança no Estado. A demora no andamento do processo pode comprometer o planejamento das instituições de segurança e impactar diretamente a prestação de serviços à população.

A iniciativa de Caravina reforça o papel fiscalizador do Poder Legislativo e visa pressionar o Executivo a cumprir os compromissos assumidos.

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