Após a passagem da frente fria que reduziu as temperaturas em Mato Grosso do Sul nos últimos dias, o Estado entra novamente em um período de calor intenso e baixa umidade. A partir desta sexta-feira (17), uma massa de ar seco passa a predominar sobre a região, elevando as temperaturas e criando condições favoráveis para a ocorrência de incêndios, especialmente em áreas de vegetação nativa e florestas plantadas.
A previsão indica máximas que podem alcançar 35°C até o domingo (19), principalmente nas regiões do Pantanal e do sudoeste do Estado. O fenômeno, conhecido como veranico, é caracterizado por dias consecutivos de calor acima da média durante o inverno, acompanhado pela ausência de chuvas.
Além das altas temperaturas, a umidade relativa do ar deve atingir níveis entre 20% e 30%, índices considerados críticos e próximos aos registrados em regiões desérticas. O cenário preocupa não apenas pelos impactos à saúde da população, mas também pelo aumento significativo do risco de queimadas.
No Vale da Celulose, onde Mato Grosso do Sul concentra milhões de hectares de florestas cultivadas de eucalipto, as condições exigem atenção redobrada das empresas do setor, produtores rurais e órgãos de fiscalização. O clima quente, aliado à vegetação seca e aos ventos típicos desta época do ano, favorece a rápida propagação do fogo e amplia a possibilidade de incêndios florestais de grandes proporções.
Em Campo Grande, os termômetros devem chegar aos 30°C nos próximos dias, enquanto as temperaturas mínimas também começam a subir, deixando as manhãs menos frias.
Diante do cenário, especialistas recomendam reforçar a hidratação, evitar atividades físicas nos horários mais quentes e, principalmente, não realizar queimadas ou descartar bitucas de cigarro e outros materiais inflamáveis às margens de rodovias e áreas de vegetação.
A combinação entre calor intenso, baixa umidade e ausência de chuva torna este um dos períodos mais críticos do ano para o surgimento e a propagação de incêndios em Mato Grosso do Sul.


