A Raízen protocolou na Justiça um plano de recuperação extrajudicial para reorganizar uma dívida estimada em R$ 64,7 bilhões. A proposta, registrada na última semana, conta com o apoio da maioria dos credores e prevê uma série de medidas para fortalecer a estrutura financeira da companhia nos próximos anos.
Entre os principais pontos do plano está a entrada de novos aportes de capital, além da conversão de parte da dívida em participação acionária e da renegociação de parcelas remanescentes por meio de novos instrumentos financeiros.
A empresa também sinalizou que continuará avançando em sua estratégia de venda de ativos e reorganização societária como forma de reduzir o endividamento e aumentar a eficiência operacional.
Em Mato Grosso do Sul, a companhia mantém a operação da unidade localizada em Caarapó, após ter concluído, no ano passado, a venda de duas usinas instaladas em Rio Brilhante. As unidades foram adquiridas por um grupo do setor sucroenergético que ampliou sua presença no Estado com a negociação.
A planta de Caarapó é considerada estratégica para a companhia e recebeu investimentos expressivos nos últimos anos voltados à produção de etanol de segunda geração, tecnologia que utiliza resíduos da cana-de-açúcar para ampliar a produção de biocombustíveis e aumentar o aproveitamento da matéria-prima.
O plano agora seguirá para análise judicial, etapa necessária para homologação do acordo firmado com os credores e implementação das medidas previstas pela empresa.

