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Após parques e estações de esgoto, ladrões furtam cabos e tiram do ar emissora de rádio em Três Lagoas

Ataque à fiação interrompeu as transmissões no sábado (31); episódio amplia sequência de crimes que já atingiu estações de esgoto, avenidas, parques e pontos turísticos de Três Lagoas

A sequência de furtos de cabos elétricos em Três Lagoas chegou a uma emissora de comunicação. A Rádio Caçula teve o sistema de transmissão danificado durante uma tentativa de retirada da fiação e ficou fora do ar desde sábado (31).

De acordo com comunicado publicado pela emissora, os danos comprometeram as ligações elétricas responsáveis pelo funcionamento dos equipamentos. A programação precisou ser suspensa enquanto a empresa aguardava o restabelecimento da energia e os reparos necessários.

Até a divulgação das informações, não havia previsão para que o sinal voltasse ao ar. A interrupção atingiu uma das emissoras mais tradicionais da cidade, conhecida pela programação jornalística e pela cobertura diária de ocorrências policiais.

A direção da rádio cobrou providências das autoridades e chamou a atenção para a cadeia de receptação desses materiais. Na avaliação da empresa, o combate aos furtos precisa alcançar também quem compra cabos e objetos de procedência desconhecida.

Crimes comprometem serviços essenciais

O episódio não é isolado. Em apenas 60 dias, a Sanesul contabilizou 61 furtos de fiação elétrica em nove estações elevatórias de esgoto instaladas em Três Lagoas.

Essas unidades são responsáveis por bombear os resíduos até as etapas seguintes do sistema de tratamento. Quando a energia é interrompida, aumenta o risco de paralisação dos equipamentos, extravasamento de esgoto e danos ambientais.

Os criminosos também têm atacado a iluminação de avenidas, parques e espaços de lazer. Há registros na Avenida Rosário Congro, no Parque Linear, na Lagoa Maior e no Balneário Municipal.

Em determinadas ocorrências, os responsáveis danificaram o pavimento para alcançar cabos subterrâneos. Além da reposição da fiação, o poder público precisa recuperar as estruturas afetadas, ampliando os custos para os cofres municipais.

Vítima morreu durante tentativa de furto de cabo elétrico em Três Lagoas/reprodução

Tentativa de retirada já terminou em morte

Na última semana, um homem de 36 anos morreu após sofrer uma descarga elétrica às margens da BR-158, na saída para Brasilândia. A ocorrência é investigada como uma possível tentativa de furto de cabos de alta tensão.

Próximo ao corpo foram encontrados uma escada, uma mochila, um alicate e uma corda. A suspeita inicial é de que o homem tenha tentado retirar a fiação acreditando que fosse de cobre, embora o material utilizado na rede fosse alumínio.

Além dos prejuízos materiais, os casos expõem os próprios envolvidos e pessoas que circulam pelas áreas atacadas ao risco de choques elétricos, incêndios e acidentes.

A retirada de cabos também provoca consequências que vão muito além da perda do material. Serviços de saneamento podem ser interrompidos, vias públicas ficam sem iluminação e, como ocorreu com a Rádio Caçula, até o acesso da população à informação pode ser prejudicado.

A repetição dos crimes aumenta a cobrança por reforço do policiamento, investigação dos responsáveis e fiscalização de empresas e pessoas que compram metais usados. Sem atingir o mercado que absorve os materiais furtados, empresas e órgãos públicos temem que a sequência de ataques continue provocando interrupções e prejuízos em diferentes pontos de Três Lagoas.

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