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Rios de Mato Grosso do Sul entram em período de proteção aos peixes até fevereiro de 2027

Pesca será suspensa primeiro no Rio Paraná e, depois, nos demais cursos d’água do Estado; operação terá 40 fiscais e vistorias no comércio

A pesca está proibida na calha do Rio Paraná desde domingo (1º), com o início do período de reprodução dos peixes. No Rio Paraguai e nos demais rios de Mato Grosso do Sul, a restrição começa na quinta-feira (5). O defeso seguirá até 28 de fevereiro de 2027.

Durante esse período, pescadores profissionais e amadores não poderão capturar peixes nos rios. O objetivo é permitir a migração e a desova das espécies, contribuindo para a renovação dos estoques pesqueiros.

Uma das poucas exceções é a pesca de subsistência, permitida exclusivamente para alimentação e sem finalidade comercial. A autorização vale para pescadores profissionais regularizados e moradores ribeirinhos, desde que estejam em terra ou utilizem barco a remo, sem motor. O limite é de três quilos de pescado ou um exemplar, respeitando os tamanhos permitidos.

A fiscalização mobilizará 40 servidores do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul, divididos em três equipes. Embarcações, cachoeiras, corredeiras e áreas conhecidas pela ocorrência de pesca ilegal estarão entre os pontos monitorados.

A operação também chegará a peixarias, supermercados, restaurantes, hotéis e locais de armazenamento. A previsão é vistoriar entre 30 e 50 estabelecimentos, que deverão comprovar a origem regular dos produtos.

Comerciantes e pescadores profissionais que mantêm pescado nativo armazenado devem apresentar a declaração de estoque até 7 de novembro. A exigência abrange peixes frescos, resfriados ou congelados, além de espécies destinadas à ornamentação, aquários ou utilização como isca viva. Estoques irregulares poderão ser apreendidos, com aplicação das penalidades previstas na legislação.

A captura do dourado continuará proibida mesmo depois do encerramento da Piracema. A liberação da pesca em março também não será irrestrita: permanecerão em vigor as normas sobre licenciamento, espécies autorizadas, tamanho mínimo, quantidade e equipamentos permitidos.

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