Quem circula pelas rodovias que formam a Rota da Celulose deve se preparar para redução de velocidade e possíveis atrasos. Equipes trabalham simultaneamente na recuperação do asfalto das BR-262 e BR-267 e das estaduais MS-040, MS-338 e MS-395.
Dependendo do avanço dos serviços, o trânsito pode funcionar no sistema de Pare e Siga ou ser direcionado para desvios. Também estão previstas interrupções temporárias em pontos específicos.
As obras começaram em 31 de julho e foram distribuídas entre seis empresas, estratégia adotada para permitir intervenções simultâneas nos 870 quilômetros administrados pela concessionária Caminhos da Celulose.
Nos locais em obras, o tráfego poderá ser liberado alternadamente, com apenas um sentido circulando por vez. A concessionária orienta os motoristas a diminuir a velocidade, manter distância segura e obedecer às equipes responsáveis pela sinalização.
Ultrapassagens devem ser evitadas nas proximidades dos bloqueios. Como as restrições dependem das condições de cada frente de trabalho, os pontos de lentidão podem mudar ao longo do dia.
A concessionária disponibiliza boletins atualizados sobre as obras em seu site.
As equipes realizam desde correções pontuais até intervenções mais profundas. Em alguns locais, o pavimento desgastado é retirado para receber uma nova camada de asfalto. Outros trechos passam por micropavimentação ou tapa-buracos.
A técnica utilizada é definida depois da avaliação das condições de cada segmento. Os trabalhos contam com supervisão especializada e testes destinados a verificar a qualidade dos materiais e do pavimento aplicado.
A recuperação busca eliminar irregularidades, melhorar a aderência e oferecer condições mais seguras para veículos de passeio, ônibus e caminhões. A rota recebe tráfego intenso de cargas das cadeias florestal, industrial e agropecuária.
Paralelamente às obras no asfalto, estão sendo construídas 13 unidades do Serviço de Atendimento ao Usuário. As bases serão instaladas ao longo das BR-262 e BR-267 e das rodovias MS-040 e MS-338.
Os terrenos estão em diferentes fases de preparação, incluindo terraplenagem e compactação do solo. Há serviços em andamento na MS-040, na região de Santa Rita do Pardo, e também na MS-338.
Quando estiverem prontas, as unidades funcionarão durante 24 horas e servirão como pontos de apoio para motoristas. A estrutura terá sanitários, fraldário, água potável, estacionamento, espaço para descanso, totens de atendimento e carregadores para veículos elétricos.
As bases também abrigarão ambulâncias, guinchos, viaturas de inspeção, caminhões-pipa e equipamentos destinados ao recolhimento de animais.
A conclusão das 13 unidades está prevista para o fim de 2027. Parte dos serviços operacionais, entretanto, deverá começar em outubro deste ano, antes da entrega definitiva das estruturas.
O atendimento incluirá socorro pré-hospitalar, apoio mecânico, remoção de veículos e inspeção de tráfego. As equipes também atuarão em acidentes, panes, obstruções e ocorrências envolvendo animais na pista.
Concessão abrange 870 quilômetros
A Rota da Celulose conecta municípios como Campo Grande, Ribas do Rio Pardo, Água Clara, Três Lagoas e Bataguassu. O corredor ganhou importância com a expansão da produção de celulose no Leste de Mato Grosso do Sul, mas também atende ao transporte agropecuário e ao deslocamento entre diferentes regiões do Estado.
A Caminhos da Celulose assumiu a concessão por 30 anos, a partir do contrato firmado em fevereiro de 2026. O planejamento prevê R$ 10,1 bilhões durante o período, sendo R$ 6,9 bilhões em obras e melhorias e R$ 3,2 bilhões na operação das rodovias.
Enquanto a recuperação avança, a recomendação é consultar as condições da rota antes da viagem e redobrar a atenção ao encontrar máquinas, trabalhadores ou sinalização provisória na pista.



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