Aneel mantém cobrança adicional nas faturas de energia devido à redução das chuvas e ao maior uso de usinas termelétricas no país
Os consumidores brasileiros continuarão pagando mais pela energia elétrica no mês de junho. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou a manutenção da bandeira tarifária amarela, o que representa cobrança adicional nas contas de luz para os imóveis atendidos pelo Sistema Interligado Nacional (SIN).
Com a decisão, permanece o acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, valor que será incorporado às faturas emitidas ao longo do próximo mês.
De acordo com a Aneel, a medida foi necessária em razão das condições climáticas observadas neste período do ano. A redução das chuvas em diversas regiões do país diminui a capacidade de geração das hidrelétricas, principal fonte de energia da matriz elétrica brasileira, exigindo o acionamento de usinas termelétricas, cuja operação possui custo mais elevado.
Nos primeiros quatro meses de 2026, os consumidores foram beneficiados pela bandeira verde, que não gera cobrança adicional na conta de energia. No entanto, em maio, a Aneel já havia acionado a bandeira amarela diante da piora das condições de geração, cenário que continua no início do período seco.
Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias funciona como um mecanismo de sinalização dos custos reais da produção de energia no país. A cada mês, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) avalia as condições de geração e projeta os custos necessários para atender a demanda nacional.
Com base nessa análise, a Aneel define qual bandeira será aplicada no período seguinte. Quando a bandeira é verde, não há cobrança extra. Já as bandeiras amarela e vermelha indicam aumento nos custos de geração e, consequentemente, acréscimos nas contas de luz.
Atualmente, os valores adicionais previstos pelo sistema são:
- Bandeira amarela: acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos;
- Bandeira vermelha – Patamar 1: acréscimo de R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos;
- Bandeira vermelha – Patamar 2: acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos.
A orientação para consumidores residenciais, comerciais e industriais é redobrar a atenção ao consumo de energia durante os próximos meses, período em que as condições climáticas podem continuar pressionando os custos do setor elétrico e influenciar futuras decisões sobre as bandeiras tarifárias.

