Sem operações comerciais desde março de 2025, Aeroporto Plínio Alarcon será incluído em leilão previsto para dezembro
A inclusão do Aeroporto Plínio Alarcon em um novo pacote de concessões abre caminho para investimentos e mudanças na administração do terminal de Três Lagoas. O avanço do processo, porém, não representa garantia de retomada dos voos comerciais, suspensos há mais de um ano e meio.
O projeto foi apresentado nesta semana a empresas interessadas durante uma rodada de reuniões organizada pelo Governo Federal. Os encontros serviram para explicar o contrato, responder dúvidas e avaliar o interesse do mercado antes da entrega das propostas.
O leilão está previsto para 17 de dezembro, na B3, em São Paulo. A disputa faz parte da repactuação da concessão do Aeroporto Internacional de Brasília e inclui dez aeroportos regionais que serão incorporados ao contrato.
Pelo modelo proposto, o vencedor assumirá responsabilidades relacionadas à administração, manutenção e melhoria dos terminais menores. A estratégia utiliza a estrutura financeira de uma concessão de grande porte para viabilizar investimentos em aeroportos com movimentação reduzida.
Além de Três Lagoas, o pacote reúne os aeroportos de Bonito e Dourados, em Mato Grosso do Sul; Juína, Cáceres e Tangará da Serra, em Mato Grosso; Alto Paraíso e São Miguel do Araguaia, em Goiás; Ponta Grossa, no Paraná; e Barreiras, na Bahia.
O processo é conduzido pelo Ministério de Portos e Aeroportos, pela Agência Nacional de Aviação Civil e pela Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos. A iniciativa integra o AmpliAR, programa federal criado para atrair capital privado à infraestrutura aeroportuária regional.
A concessão poderá proporcionar ao Aeroporto Plínio Alarcon uma nova estrutura de gestão e condições melhores para receber operações comerciais. A volta dos voos, entretanto, continuará condicionada ao interesse das empresas aéreas, à demanda de passageiros e à viabilidade econômica das rotas.
Três Lagoas está sem voos regulares desde março de 2025, quando a Azul encerrou suas operações no município. Assim, o leilão será um passo importante para o futuro do terminal, mas a recuperação da conectividade aérea ainda exigirá negociações com companhias interessadas em atender a cidade.






