Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul registra alta de meio bilhão de reais na arrecadação estadual em 2024

Mato Grosso do Sul encerrou 2024 com um crescimento de 2,59% em sua arrecadação estadual, representando um acréscimo de R$ 502,2 milhões em comparação ao ano anterior. Segundo dados do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), a receita total saltou de R$ 19,39 bilhões em 2023 para R$ 19,89 bilhões em 2024. Apesar do desempenho positivo na maior parte do ano, março e novembro registraram quedas pontuais.

O destaque ficou para janeiro, que apresentou o maior crescimento percentual do ano: um salto de 9,83%, passando de R$ 1,97 bilhão para R$ 2,17 bilhões. Fevereiro seguiu a tendência, com alta de 7,27%, enquanto março sofreu uma retração de 5,75%. Após essa queda, o crescimento foi retomado em abril, encerrando o ano com números robustos, apesar da leve queda de 0,12% em novembro.

O ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) continuou sendo a principal fonte de arrecadação, respondendo por 85,22% do total e gerando R$ 16,94 bilhões, um aumento de 3,06% em relação ao ano anterior. Setores como petróleo, combustíveis e lubrificantes lideraram o crescimento do ICMS, com alta de 9,83%, seguidos por energia elétrica, que subiu 8,72%, e indústria, que avançou 8,52%. Por outro lado, o ICMS do setor agropecuário sofreu uma queda expressiva de 19,50%, refletindo desafios enfrentados pelo setor, como oscilações climáticas e no mercado internacional.

Outros tributos também contribuíram para o crescimento da arrecadação, como o IPVA, que registrou alta de 6,54%, totalizando R$ 1,14 bilhão, e o ITCD, que avançou 10,75%. No entanto, houve queda significativa na receita de taxas, que despencaram 62,72%, de R$ 19,35 milhões em 2023 para apenas R$ 7,21 milhões em 2024.

A arrecadação de dívida ativa, que se refere a valores recuperados de inadimplências, também apresentou um resultado impressionante, com um aumento de 36,72%, alcançando R$ 72,62 milhões.

Os números de 2024 refletem a força de setores estratégicos, mas também apontam para desafios que demandam atenção, especialmente no agronegócio, que é um dos pilares da economia sul-mato-grossense.

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