Polícia

Empresa investigada por fraudes na UFMS de Três Lagoas tem R$ 5,1 milhões em contratos com o MEC

A empresa M.A.B LIMA & CIA LTDA, com sede em Campo Grande, está no centro de uma investigação da Polícia Federal sobre possíveis desvios de verbas públicas em contratos com o Ministério da Educação em Mato Grosso do Sul. A companhia, especializada em cozinha industrial, possui três contratos vigentes com instituições federais de ensino, totalizando R$ 5,1 milhões.

A principal suspeita recai sobre um contrato firmado em abril de 2023 com a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) para fornecimento de refeições ao campus de Três Lagoas.

O acordo, que se estenderia até abril de 2025 e previa um repasse de R$ 2.087.068,75, foi suspenso após a universidade identificar irregularidades. Além desse contrato, a empresa também fornece serviços ao IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul), atendendo os campi de Três Lagoas e Campo Grande por valores de R$ 1.162.518,00 e R$ 1.897.068,00, respectivamente.

Restaurante interditado

Seguindo recomendação da Procuradoria Federal, a UFMS interditou o refeitório do campus de Três Lagoas e encaminhou o caso para investigação sigilosa junto à Delegacia da Polícia Federal e à Procuradoria da República no Município de Três Lagoas/MS.

A Procuradoria Federal apontou indícios de vários ilícitos administrativos e criminais, incluindo superfaturamento e descumprimento contratual. Com isso, a UFMS determinou a suspensão do contrato da empresa.

Licitação suspensa

Diante das suspeitas, a Procuradoria Federal recomendou a interrupção do processo licitatório para contratação de novas empresas que atenderiam os Restaurantes Universitários de Campo Grande, Três Lagoas, Corumbá e Aquidauana. Isso porque a M.A.B LIMA & CIA LTDA também estava participando dessa concorrência.

Para minimizar os impactos da suspensão, a UFMS anunciou a abertura de um edital de Auxílio Alimentação para estudantes em situação de vulnerabilidade, garantindo assistência enquanto o Restaurante Universitário permanece fechado. O início do semestre letivo está previsto para 10 de março.

A universidade também afirmou que ampliará a fiscalização sobre contratos de outras unidades para evitar novos casos de irregularidades. Caso as fraudes sejam confirmadas, os envolvidos responderão a processos administrativos, civis e criminais, podendo ser obrigados a ressarcir os cofres públicos.

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