Política

Deputado propõe lei para combater desafios perigosos da internet em Mato Grosso do Sul

Um projeto de lei apresentado pelo deputado estadual Pedro Kemp (PT) propõe que escolas, hospitais, clínicas e postos de saúde de Mato Grosso do Sul sejam obrigados a comunicar à polícia, em até 24 horas, casos suspeitos ou confirmados de violência virtual contra crianças e adolescentes. A medida visa conter os riscos associados aos chamados “desafios da internet”, que podem causar danos físicos, psicológicos e até a morte.

A proposta estabelece que, ao identificarem sinais de envolvimento em desafios virtuais — como incitação à automutilação, assédio, extorsão, ou exposição de dados e imagens —, as instituições devem notificar as autoridades competentes, mantendo o sigilo sobre os dados da vítima. O projeto também obriga os responsáveis pelas unidades a orientar seus profissionais sobre como proceder diante desses casos.

O deputado Pedro Kemp (PT/MS) é o autor da proposta

Segundo o texto, a comunicação deve conter o nome completo da vítima, sempre que possível, e informações que ajudem a caracterizar a violência sofrida, seja ela praticada por meio de redes sociais, aplicativos de mensagem ou plataformas digitais. O projeto inclui situações que envolvam indução à violência, à prática de atos criminosos, ao suicídio ou à exposição pública de crianças e adolescentes.

Pedro Kemp mencionou, como exemplo da gravidade do tema, a recente morte de Sarah Raíssa Pereira de Castro, uma criança do Distrito Federal que morreu no dia 13 de abril após participar de um desafio viral que estimulava a inalação de desodorante em aerossol. O caso reacendeu o alerta sobre os perigos silenciosos que circulam em ambientes virtuais frequentados por menores de idade.

“O ambiente digital, apesar de oferecer acesso ao conhecimento e à diversão, também é palco de crimes graves como pedofilia, extorsão e incitação à violência. Precisamos agir de forma preventiva e rápida”, defendeu o parlamentar.

O deputado ainda lembrou que o crime virtual contra crianças muitas vezes é articulado por organizações criminosas. Ele citou como exemplo a Operação Adolescência Segura, que desmantelou uma quadrilha que promovia desafios de ódio em plataformas como Discord e Telegram, tendo um de seus administradores preso em Campo Grande.

Para Kemp, a proposta pretende tornar a comunicação compulsória por parte das instituições que recebem vítimas ou testemunham sinais desses crimes, permitindo à segurança pública agir com maior rapidez.

“A intenção é reforçar a rede de proteção e ampliar a vigilância contra crimes virtuais, que têm crescido de maneira assustadora. O projeto visa garantir que qualquer sinal de violência online seja levado ao conhecimento das autoridades o quanto antes, protegendo nossas crianças e adolescentes”, concluiu.

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