Mato Grosso do Sul

Agro brasileiro pode ser peça-chave no combate às mudanças climáticas, aponta estudo

A cada ano, os efeitos do clima extremo se tornam mais presentes no campo. Secas prolongadas e chuvas intensas deixaram de ser exceção e colocam em evidência um debate necessário: o papel da agricultura na crise climática.

Para o gerente de Sustentabilidade da SIA (Serviço de Inteligência em Agronegócios), Gustavo Heissler, é hora de deixar para trás a imagem do agronegócio como um simples causador de impacto ambiental. “O setor precisa ser visto como parte da solução”, afirma.

Dados do World Resources Institute (WRI) e da Embrapa reforçam essa visão. O agronegócio brasileiro alimenta cerca de 10% da população mundial e é responsável por apenas 1% das emissões globais de gases de efeito estufa. Isso mostra que sua contribuição à segurança alimentar é muito maior do que sua participação nas emissões.

Ainda de acordo com o WRI, dez países concentram quase 70% das emissões globais. China, Estados Unidos e Índia estão no topo da lista, enquanto o Brasil aparece na sétima colocação. Desses números, a agricultura brasileira responde por cerca de 504 milhões de toneladas de CO₂ equivalente.

A diferença em relação a setores como transporte e indústria é que o campo tem uma vantagem natural: a capacidade de capturar carbono da atmosfera. “Através da fotossíntese e do acúmulo de matéria orgânica no solo, o agro pode atuar como um verdadeiro sumidouro de carbono”, explica Heissler.

Entre as práticas que já fazem a diferença estão o plantio direto, o manejo rotacionado, a integração lavoura-pecuária e a recuperação de áreas degradadas. “Essa é uma oportunidade real. Se bem aproveitado, o agro pode compensar emissões de setores mais poluentes e, ao mesmo tempo, ganhar em produtividade e adaptação climática”, conclui o especialista.

reprodução

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