Empresários de Mato Grosso do Sul participaram, nesta terça-feira (20), de uma agenda na Embaixada do Brasil em Seul para avaliar possibilidades de cooperação com a Coreia do Sul. A visita integra a Missão Empresarial Fiems Ásia 2026 e abordou investimentos, inovação, educação, transição energética e acesso ao mercado asiático.
Diplomatas brasileiros apresentaram as características da economia sul-coreana e os pilares que sustentaram o processo de industrialização do país, marcado por investimentos contínuos em qualificação profissional, pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico.
As discussões também buscaram identificar experiências que possam contribuir para aumentar a produtividade e a competitividade das indústrias sul-mato-grossenses. Entre as possibilidades levantadas estão parcerias com universidades, centros de pesquisa e empresas privadas, além de programas de intercâmbio e internacionalização.
O vice-presidente da Fiems, Crosara Júnior, avaliou que a Coreia do Sul deve ser observada não apenas como fornecedora de insumos, mas também como referência em tecnologia e educação.
“Sem dúvida, a Coreia do Sul é um lugar para o brasileiro apostar seus negócios. Precisamos olhar para o país como uma referência em tecnologia e, principalmente, em educação, tema essencial para o desenvolvimento do Brasil”, afirmou.
De acordo com o embaixador Fernando Meirelles de Azevedo Pimentel, a comitiva organizada pela Fiems foi a maior delegação empresarial brasileira já recebida pela representação diplomática em uma agenda dessa natureza. Para ele, a mobilização demonstra o interesse da indústria de Mato Grosso do Sul em ampliar sua atuação internacional.
Bioenergia e acesso ao mercado asiático
A produção de energia renovável ocupou parte importante dos debates. Os participantes conheceram perspectivas para o uso do etanol brasileiro em novas aplicações industriais, incluindo pesquisas relacionadas à produção de hidrogênio.
O tema possui relação direta com Mato Grosso do Sul, que concentra investimentos nas cadeias de biocombustíveis, processamento de biomassa e produção sucroenergética.
A abertura de mercados para produtos brasileiros também esteve na pauta. Conforme apresentado durante o encontro, o avanço das exportações depende da superação de barreiras regulatórias, da celebração de acordos comerciais e da criação de alternativas logísticas mais eficientes.
Nesse cenário, a Rota Bioceânica foi discutida como um possível caminho para aproximar a produção do Centro-Oeste dos portos do Pacífico e, consequentemente, dos compradores asiáticos. A expectativa é que a redução das distâncias logísticas aumente a competitividade de determinados produtos sul-mato-grossenses no comércio internacional.
A Fiems espera que os contatos realizados durante a missão resultem em novas parcerias nas áreas de tecnologia, educação, bioeconomia, pesquisa aplicada e comércio exterior.






