Obra já teria mobilizado cerca de 800 profissionais e deverá encerrar 2026 com pelo menos 2 mil pessoas contratadas
A construção da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN3) deve entrar em uma fase de maior contratação de mão de obra em Três Lagoas. A projeção é que o número de trabalhadores mobilizados passe dos atuais 800 para pelo menos 2 mil até o fim de 2026.
A estimativa é do gerente da Casa do Trabalhador, Sidney Cudeiro, com base nas informações sobre as empresas envolvidas no empreendimento e no cronograma esperado para a retomada da fábrica.
No momento de maior movimentação do canteiro, a Petrobras prevê aproximadamente 8 mil trabalhadores diretos. Caso esse contingente seja alcançado, cerca de 6 mil profissionais ainda poderão ser incorporados ao projeto ao longo de 2027.
Os números representam projeções e não correspondem a vagas disponíveis imediatamente. O ritmo das admissões dependerá do avanço das obras, da mobilização das empresas contratadas e das necessidades específicas de cada etapa.
Aumento da procura por vagas
A procura por trabalhadores deverá se intensificar especialmente a partir do segundo semestre do próximo ano, quando o empreendimento poderá entrar em uma fase mais avançada de execução.
Neste primeiro momento, as oportunidades estão concentradas na construção civil. Pedreiros, carpinteiros, armadores de ferragens, montadores de andaimes e ajudantes estão entre os profissionais mais requisitados pelas empresas.
Com a evolução do projeto, a expectativa é de crescimento da demanda na área de mecânica industrial e em outras atividades técnicas ligadas à montagem e à futura operação da unidade.
A ampliação do contingente da UFN3 também deverá movimentar setores como transporte, alimentação, hospedagem, comércio e prestação de serviços.
O aumento gradual das contratações reforça a necessidade de qualificação da mão de obra local para que os trabalhadores de Três Lagoas e da região possam disputar as oportunidades geradas pelo empreendimento.






