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Destaques Economia Três Lagoas

Três Lagoas arrecada R$ 970 milhões e aplica acima do mínimo em saúde e educação

Prestação de contas também mostra R$ 842,7 milhões pagos, avanço de obras e gasto com pessoal próximo ao limite prudencial

Três Lagoas arrecadou R$ 970,7 milhões entre janeiro e agosto de 2026, alcançando 64,16% da receita prevista para o ano. Os dados integram a prestação de contas do segundo quadrimestre, apresentada pela Secretaria Municipal de Fazenda.

A previsão atualizada de arrecadação passou de R$ 1,488 bilhão para R$ 1,513 bilhão. Do montante obtido até agosto, R$ 381,1 milhões correspondem a receitas próprias, como ISSQN, IPTU, Imposto de Renda, ITBI, contribuições previdenciárias e pagamentos da dívida ativa.

O ISSQN apresentou o melhor resultado entre os tributos municipais, com R$ 113,4 milhões. O IPTU somou R$ 46,8 milhões, enquanto o ITBI alcançou R$ 17,3 milhões.

As transferências estaduais chegaram a R$ 257,9 milhões, dos quais R$ 219,6 milhões vieram do ICMS. Já os repasses federais totalizaram R$ 281,6 milhões, com destaque para o Fundo de Participação dos Municípios, o Fundeb e os recursos destinados ao SUS. O Município também recebeu R$ 50 milhões em operações de crédito.

Até o encerramento do período, a Prefeitura havia empenhado R$ 1,151 bilhão em despesas. Desse total, R$ 857,4 milhões foram liquidados e R$ 842,7 milhões efetivamente pagos.

Saúde e educação concentram recursos

A Saúde liderou as despesas municipais, com R$ 322,5 milhões empenhados. A Prefeitura aplicou R$ 184,7 milhões em ações e serviços públicos da área, equivalentes a 30,35% da receita considerada para o cálculo constitucional. O percentual é superior ao mínimo obrigatório de 15%.

Os investimentos incluem equipamentos médicos, melhorias em unidades de atendimento, a construção da Unidade de Saúde da Família Miguel Nunes e a implantação do Centro de Atenção Psicossocial.

Na Educação, os empenhos somaram R$ 276,8 milhões. A aplicação constitucional chegou a R$ 157,4 milhões, ou 25,58%, também acima do mínimo exigido. Entre as principais obras estão o Centro de Educação Infantil Portinari e intervenções nas escolas municipais Montanini e Júlio Fernandes Colino.

A Infraestrutura aparece em seguida, com R$ 165 milhões empenhados. Os recursos atendem projetos de pavimentação, drenagem, iluminação pública e melhorias em equipamentos municipais. Entre as frentes citadas estão obras em diferentes bairros, piscinões para contenção das águas pluviais, reforma do Balneário Municipal, Parque Natural da Cascalheira, Terminal Rodoviário Urbano, Shopping Popular e climatização da Feira Central.

O gasto com pessoal alcançou R$ 594,1 milhões, equivalente a 50,33% da receita corrente líquida. O índice permanece abaixo do teto legal de 54%, mas está próximo do limite prudencial de 51,30%, exigindo atenção sobre a evolução das despesas nos próximos meses.

A dívida consolidada do Município foi calculada em R$ 155,5 milhões. Como as deduções e disponibilidades financeiras somaram R$ 163,4 milhões, a dívida consolidada líquida ficou negativa em R$ 7,8 milhões. O nível de endividamento permanece abaixo do limite estabelecido pela legislação fiscal.

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