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O rumo da política: menos discurso, mais responsabilidade com quem produz

A política brasileira está diante de uma mudança importante. As urnas deram um recado claro: o cidadão está cansado de promessas vazias, de disputas ideológicas que não colocam comida na mesa e de uma política distante da realidade de quem trabalha, empreende e produz.

O Brasil entrou em uma nova fase.

O resultado do 1º turno das eleições de 2026 mostra o fortalecimento de uma direita mais competitiva e de um eleitorado que cobra valores como segurança, responsabilidade fiscal, liberdade para empreender, respeito à propriedade e valorização de quem produz.

Mas não podemos cometer o erro de imaginar que a política se resume à direita contra a esquerda.

Para quem vive no interior, a pergunta é outra:

Quem vai resolver os problemas da nossa cidade?

Quem vai melhorar as estradas vicinais? Quem vai defender o produtor rural? Quem vai criar condições para que uma pequena empresa sobreviva e cresça? Quem vai buscar investimentos, empregos e infraestrutura? Quem vai cuidar da saúde, da educação e da segurança?

É disso que o cidadão quer saber.

Uma estrada ruim significa prejuízo para o produtor. Uma burocracia desnecessária significa uma empresa deixando de contratar. Uma obra mal planejada significa dinheiro público desperdiçado. Uma unidade de saúde sem estrutura significa sofrimento para uma família.

Mato Grosso do Sul tem uma força econômica extraordinária. Temos agropecuária, indústria, comércio, serviços, energia, logística e um enorme potencial de desenvolvimento. Mas esse potencial precisa se transformar em oportunidade para as pessoas que vivem aqui.

E nossa cidade de Três Lagoas, conhecida como capital da celulose, com um PIB acima de 14 bilhões, nos coloca em vantagem diante da realidade atual brasileira.

O empresário não pode ser tratado como problema.

Como empresário, sei que quem empreende conhece uma realidade que, muitas vezes, não aparece nos discursos políticos.

Antes de contratar alguém, o empresário precisa fazer conta.

Antes de investir, precisa avaliar riscos.

Antes de abrir uma empresa, precisa enfrentar burocracia.

E, quando o negócio dá certo, gera emprego, paga impostos e movimenta toda uma cadeia econômica.

Por isso, precisamos mudar a maneira como parte da política encara quem produz.

O empreendedor não é adversário do Estado. É parceiro do desenvolvimento.

Precisamos de um ambiente em que seja mais fácil abrir uma empresa do que fechá-la; contratar do que demitir; investir do que desistir.

O poder público deve criar condições para que a iniciativa privada prospere, e não colocar obstáculos desnecessários no caminho de quem quer trabalhar.

 

Por: Fernando Jurado

Empresário três-lagoense e vice-presidente da Câmara dos Vereadores de Três Lagoas – MS

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