Comitê municipal avaliou o cenário epidemiológico, vacinação, controle do mosquito e atividades ligadas ao projeto Wolbachia
Representantes de diferentes instituições reuniram-se na última semana para avaliar as ações de combate ao Aedes aegypti em Três Lagoas. O encontro marcou a sétima reunião de 2026 do comitê municipal responsável por planejar estratégias contra dengue, Zika e chikungunya.
A presidente do grupo, Geórgia Medeiros de Castro Andrade, destacou que o controle das arboviroses depende da atuação integrada entre poder público, instituições e população.
Durante a reunião, Adriana Spazzapan apresentou dados atualizados sobre dengue e chikungunya no município. Humberta Azambuja detalhou os números da vacinação contra a dengue e as medidas adotadas para ampliar a imunização.
As atividades de campo foram apresentadas por Alcides Divino Ferreira. Entre os trabalhos realizados pelas equipes de Endemias estão visitas aos imóveis, bloqueios em áreas com casos confirmados, aplicação de inseticida, mutirões de limpeza e levantamentos para medir a infestação do mosquito.
A equipe de Entomologia também mostrou os resultados do monitoramento feito com análise de larvas e pupas, larvitrampas e ovitrampas instaladas em diferentes pontos da cidade.
Wolbachia mobiliza moradores
A Promoção da Saúde apresentou as atividades educativas desenvolvidas junto à população, com atenção especial ao projeto Wolbachia. A tecnologia utiliza mosquitos com uma bactéria natural que reduz a capacidade de transmissão de vírus como os da dengue, Zika e chikungunya.
As ações realizadas recentemente nas unidades de Saúde da Família Paranapungá, Joel Neves e Miguel Nunes reuniram 201 participantes.
O comitê também mantém uma certificação destinada a escolas e instituições que promovem atividades permanentes de prevenção. O reconhecimento busca ampliar o combate ao mosquito para além das unidades de saúde e estimular a eliminação de possíveis criadouros em diferentes ambientes.
Arboviroses também afetam a saúde emocional
A reunião incluiu uma discussão relacionada ao Setembro Amarelo e aos impactos emocionais provocados pelas arboviroses.
Em pacientes com chikungunya, dores prolongadas e dificuldades de mobilidade podem comprometer a autonomia, o trabalho e a convivência social. Em quadros mais graves, essas limitações podem favorecer o isolamento e o sofrimento psicológico.
A abordagem reforçou a necessidade de acompanhamento integrado, com ações de prevenção, tratamento, reabilitação e atenção à saúde mental.
O comitê continuará acompanhando os indicadores epidemiológicos e articulando respostas para situações de aumento de casos, além de manter as atividades educativas e de controle do vetor em Três Lagoas.






