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Mulheres somam 139 candidaturas em MS, mas nenhuma disputa o governo do Estado

Presença feminina está concentrada nas eleições para a Assembleia Legislativa e a Câmara dos Deputados; apenas cinco candidatas concorrem a cargos majoritários

Mato Grosso do Sul tem 139 mulheres registradas nas Eleições 2026, mas a distribuição das candidaturas revela uma diferença expressiva entre as disputas legislativas e os cargos de maior projeção política.

Nenhuma mulher concorre ao Governo do Estado. Nas eleições majoritárias, a presença feminina está limitada a quatro candidatas a vice-governadora e uma ao Senado.

Na prática, 134 das 139 candidaturas femininas — o equivalente a 96,4% — estão concentradas nas disputas proporcionais pela Assembleia Legislativa e pela Câmara dos Deputados.

Os números foram levantados a partir dos registros disponíveis no DivulgaCandContas, sistema do Tribunal Superior Eleitoral. Os dados ainda podem sofrer mudanças em razão de renúncias, substituições ou decisões da Justiça Eleitoral.

Mulheres aparecem apenas como vice na disputa estadual

Embora não exista uma candidata ao comando do Executivo sul-mato-grossense, quatro chapas possuem mulheres concorrendo ao cargo de vice-governadora.

Estão registradas Dona Gilda, pela chapa Por um MS do Povo; Mariliana Santos, da Federação Renovação Solidária, formada por PRD e Solidariedade; Professora Enfermeira Kaelly, da Federação PSOL-Rede; e Silvia Benites, do PCO.

O cenário evidencia que a participação feminina permanece restrita à segunda posição das chapas na corrida pelo governo estadual.

Senado tem somente uma candidata

A disputa pelas duas cadeiras de Mato Grosso do Sul no Senado também apresenta baixa presença feminina. Soraya Thronicke, do PSB, é a única mulher registrada e tenta conquistar um novo mandato.

A eleição de 2026 renovará dois dos três representantes de cada estado no Senado. Diferentemente dos demais cargos em disputa, cujo mandato é de quatro anos, os senadores são eleitos para um período de oito anos.

Maioria está nas eleições legislativas

A participação feminina cresce quando o recorte alcança as casas legislativas. Para a Câmara dos Deputados, 44 mulheres disputam uma das oito vagas destinadas à bancada de Mato Grosso do Sul.

DC e PSOL possuem os maiores grupos femininos, com quatro candidatas cada. Republicanos, MDB, PL, PRD, Novo, Agir, PSDB, PDT e Avante aparecem com três mulheres em suas respectivas listas.

Na eleição estadual, 90 candidatas concorrem às 24 cadeiras da Assembleia Legislativa. O Avante apresenta o maior número, com dez nomes femininos, seguido pelo PL, com nove, e pelo Republicanos, com oito.

PT e Novo registram sete candidatas cada. PP, PDT, DC, União Brasil e PSDB aparecem com seis mulheres em suas chapas.

Presença na urna não garante representação

O total de candidaturas mostra que as mulheres ocupam espaço mais amplo nas eleições proporcionais, mas ainda encontram dificuldade para chegar ao topo das chapas majoritárias.

Além da quantidade de nomes registrados, a capacidade competitiva de uma candidatura depende de fatores como acesso aos recursos partidários, tempo de propaganda, estrutura de campanha e posição ocupada dentro de cada legenda.

Em outubro, os eleitores sul-mato-grossenses escolherão governador e vice-governador, dois senadores, oito deputados federais e 24 deputados estaduais. A composição resultante das urnas mostrará se as 139 candidaturas femininas conseguirão se converter em maior representação política no Estado.

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