Três Lagoas trabalha para ampliar e diversificar sua base industrial, com a perspectiva de criação de mais de mil empregos ao longo de 2026. A estratégia do município inclui a atração de empresas capazes de atender à própria demanda gerada pelo crescimento urbano e econômico da cidade.
O município deve ganhar duas fábricas em breve, do setor de tintas e argamassa, produtos utilizados em larga escala pela construção civil. A informação é do secretário de desenvolvimento econômico, Marcos Antônio Gomes Júnior.
Conforme Júnior, a intenção é reduzir a dependência de fornecedores instalados em outras regiões e fazer com que uma parcela maior dos recursos movimentados pelas obras permaneça na economia local.
“O município reúne condições para transformar parte do consumo atual em novas oportunidades industriais. A instalação dessas empresas poderá gerar empregos, ampliar a arrecadação e movimentar uma cadeia formada por fornecedores, transportadores, prestadores de serviços e estabelecimentos comerciais”, completou.
A busca por novos empreendimentos também considera as mudanças previstas com a reforma tributária. O novo modelo tende a aumentar a importância do consumo na distribuição das receitas entre estados e municípios.
Diante desse cenário, a administração municipal pretende estimular não apenas a chegada de grandes indústrias, mas também a produção e a comercialização de bens e serviços dentro de Três Lagoas.
Na avaliação do secretário, fortalecer o mercado interno será essencial para preservar receitas e sustentar o desenvolvimento da cidade nos próximos anos. A proposta é aproveitar o volume de investimentos em andamento para criar novas cadeias produtivas e ampliar a circulação local de recursos.
Conhecida pela presença das indústrias de celulose e pela posição estratégica próxima ao Estado de São Paulo, Três Lagoas também aposta na qualidade de vida como diferencial competitivo.
Segundo o secretário, fatores como serviços, educação, saúde, mobilidade e opções de lazer passaram a influenciar a decisão de empresários e profissionais na escolha de uma cidade para investir, trabalhar e morar.
A avaliação é de que infraestrutura industrial e incentivos econômicos continuam relevantes, mas já não são suficientes isoladamente. As empresas também consideram as condições oferecidas aos trabalhadores e às famílias que chegam ao município.


