Ferran Torres marcou o único gol da decisão no MetLife Stadium e garantiu o segundo título da Copa do Mundo à seleção espanhola
A Espanha voltou ao topo do futebol mundial após 16 anos. Neste domingo, a seleção comandada por Luis de la Fuente derrotou a Argentina por 1 a 0, na prorrogação, no MetLife Stadium, em East Rutherford, e conquistou o Mundial da América do Norte.
Ferran Torres decidiu a final ao aproveitar uma jogada iniciada por Nico Williams, que ajeitou a bola de cabeça para o atacante finalizar com força. O gol premiou a atuação espanhola, marcada pelo domínio territorial, pela troca constante de passes e pela pressão exercida durante praticamente toda a partida.
Apesar do maior volume ofensivo, a Espanha encontrou dificuldades para transformar a superioridade em vantagem no placar durante o tempo regulamentar. A equipe ocupou o campo argentino e criou as principais oportunidades, mas parou nas defesas de Dibu Martínez e também pecou na conclusão das jogadas.

Espanha confirmou força de projeto coletivo
A conquista evidencia o resultado do trabalho realizado pela Real Federação Espanhola de Futebol na formação e na transição de jogadores das categorias de base para a seleção principal. Sem depender exclusivamente de uma grande estrela, o time construiu sua campanha com organização, intensidade e protagonismo coletivo.
Luis de la Fuente foi uma das peças centrais desse processo. Antes de assumir a equipe principal, o treinador trabalhou nas seleções espanholas de base e comandou o time olímpico. Nesse período, acompanhou o desenvolvimento de jogadores como Fabián Ruiz, Dani Olmo, Mikel Oyarzabal, Unai Simón e Mikel Merino, que chegaram ao Mundial com experiência e maturidade.

Argentina resistiu, mas pouco ameaçou a Espanha
Do outro lado, a Argentina passou a maior parte da decisão concentrada na defesa. Lionel Messi recebeu forte marcação, enquanto o meio-campo teve dificuldades para construir jogadas e acionar o ataque. Durante os 90 minutos, a equipe não conseguiu finalizar na direção do gol espanhol.
Dibu Martínez foi o principal responsável por manter o empate até a prorrogação, com intervenções importantes nos momentos de maior pressão. O desgaste físico, porém, comprometeu ainda mais a reação argentina na parte final da partida.
A expulsão de Enzo Fernández agravou a situação da equipe, que ficou em desvantagem numérica justamente quando a Espanha aumentava a pressão. A Argentina tentou avançar somente depois de sofrer o gol, mas já não teve forças nem tempo suficiente para buscar o empate.
A insistência espanhola foi recompensada na prorrogação. Após o passe de cabeça de Nico Williams, Ferran Torres apareceu para concluir a jogada e marcar o gol que devolveu a taça à Espanha, campeã pela primeira vez em 2010.
O resultado encerra a campanha da Argentina e consagra uma seleção que combinou posse de bola, disciplina tática e intensidade ao longo do torneio. Para Messi, a decisão também marcou a despedida das Copas do Mundo, com um título e dois vice-campeonatos em seis participações.


