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Abate de bovinos em MS supera 2 milhões no semestre e mantém pecuária em ritmo elevado

A pecuária de corte de Mato Grosso do Sul manteve forte atividade nos primeiros seis meses de 2026. Entre janeiro e junho, os frigoríficos do Estado abateram 2,08 milhões de bovinos, volume praticamente estável em relação ao mesmo período do ano passado e que segue entre os maiores já registrados para um primeiro semestre.

Levantamento da Famasul, elaborado com informações da Iagro, aponta que, embora tenha ocorrido uma pequena redução de cerca de 1% na comparação anual, o desempenho continua acima da média observada nos últimos cinco anos, confirmando a força da cadeia pecuária sul-mato-grossense.

Do total de animais abatidos, pouco mais de 1,02 milhão eram machos, enquanto as fêmeas somaram aproximadamente 1,06 milhão. A quantidade de machos permaneceu praticamente inalterada em relação a 2025, enquanto o número de fêmeas apresentou leve redução, refletindo uma desaceleração no descarte de matrizes.

O desempenho do último mês do semestre contribuiu para sustentar os números do período. Em junho, os frigoríficos registraram um crescimento expressivo no abate de machos, alcançando o melhor resultado para o mês desde o início da série histórica, ficando atrás apenas de um único registro realizado em anos anteriores.

O aumento também indica maior disponibilidade de animais terminados para a indústria frigorífica, cenário que reforça a capacidade de oferta da pecuária estadual.

Entre os bovinos machos, predominam animais com idade entre 25 e 36 meses, perfil que vem se mantendo nos últimos anos. Já no caso das fêmeas, a maior participação continua sendo de vacas com mais de 36 meses, embora também tenha sido observado crescimento da presença de animais mais jovens nos abates.

Ribas do Rio Pardo lidera produção

Ribas do Rio Pardo foi o município que mais enviou bovinos para abate durante o mês de junho, consolidando sua posição entre os principais polos pecuários do Estado. Na sequência aparecem Terenos e Paranaíba.

Já entre os destinos dos animais, Campo Grande concentrou o maior volume de abates, seguida pelos frigoríficos instalados em Nova Andradina e Naviraí.

Outro dado que chama atenção é que praticamente toda a produção permaneceu em Mato Grosso do Sul. Mais de 98% dos bovinos abatidos tiveram como destino frigoríficos localizados no próprio Estado, evidenciando a força da indústria frigorífica sul-mato-grossense e sua capacidade de absorver a produção regional.

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