O jornalista Octávio Augusto, conhecido como Tavinho, foi vítima de uma agressão na tarde desta segunda-feira (6), em Três Lagoas. Ferido principalmente na cabeça, ele foi socorrido e encaminhado para atendimento médico. O caso é investigado pela polícia civil, que busca identificar os autores e esclarecer a motivação do ataque.
Logo após a ocorrência, Tavinho gravou um vídeo em que aparece com o rosto ensanguentado. Nas imagens, ele afirma que vinha sendo seguido por um veículo que, segundo sua versão, estaria ligado à Prefeitura de Três Lagoas. O jornalista também levantou a hipótese de perseguição política, circunstância que, até o momento, não foi confirmada pelas autoridades responsáveis pela investigação.
De acordo com a esposa da vítima, Jéssica Naiara, o jornalista retornava para casa após realizar a cobertura do evento Mutirão da Saúde, no Parque de Exposições, quando percebeu que estava sendo acompanhado. Ela relata que, durante o trajeto, um homem teria se aproximado sob o pretexto de pedir uma informação. Em seguida, outros dois suspeitos apareceram armados com pedaços de madeira, um deles contendo pregos, e iniciaram as agressões.

Prefeitura nega envolvimento
Em nota, a Prefeitura de Três Lagoas negou qualquer participação ou conhecimento de fatos que sustentem as acusações feitas pelo jornalista. A administração informou que tomou conhecimento do episódio por meio das redes sociais e da imprensa e ressaltou que não recebeu nenhuma denúncia formal envolvendo servidores ou veículos oficiais.
Segundo o município, havia veículos da prefeitura circulando na região porque as equipes participam da ação na Saúde, evento que foi acompanhado pelo próprio jornalista antes da agressão que ele sofreu.
A prefeitura também informou que, assim que soube do caso, o prefeito Cassiano Maia determinou que a Procuradoria-Geral do Município entrasse em contato com a Delegacia Regional da Polícia Civil para acompanhar o andamento das investigações.
Boletim de ocorrência
Após o registro da ocorrência, informações constantes no boletim apontam que a vítima não conseguiu identificar os responsáveis pela agressão. O documento também não faz referência ao envolvimento da administração municipal ou de servidores públicos.
Outro aspecto registrado é que nenhum objeto pessoal do jornalista foi levado pelos agressores, afastando, em um primeiro momento, a hipótese de tentativa de latrocínio.
O caso repercutiu em diversos veículos de comunicação de Mato Grosso do Sul e mobilizou entidades ligadas ao jornalismo. Os investigadores deverão analisar imagens de câmeras de segurança instaladas nas proximidades do local para tentar identificar os autores.
O prefeito Cassiano Maia afirmou, também, repudiar qualquer ato de violência e declarou que aguardará a conclusão do inquérito policial antes de comentar o caso de forma definitiva.
O jornalista agredido permanece sob cuidados médicos e a investigação segue em andamento.


