Uma força-tarefa coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) de Santa Catarina desarticulou, nesta quarta-feira (1º), uma ampla rede ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Batizada de Operação Coluna Sul, a ação resultou em 147 prisões, além da apreensão de armas, drogas, celulares e diversos documentos utilizados pela organização criminosa.
As ordens judiciais foram cumpridas simultaneamente em 59 municípios distribuídos por seis estados: Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Ao todo, foram executados 132 mandados de busca e apreensão, além de oito prisões em flagrante.
Em Mato Grosso do Sul, a operação terminou com duas prisões. Também foram apreendidos 21 aparelhos celulares e drogas encontradas no interior de uma unidade prisional. Segundo os investigadores, o material será periciado para identificar os responsáveis e aprofundar as investigações.
Operação mira estrutura do PCC
A ofensiva é resultado de uma investigação conduzida pela 39ª Promotoria de Justiça da Capital catarinense, que apura a atuação do PCC em crimes como tráfico de drogas, homicídios, associação criminosa e porte ilegal de armas.
Conforme o Ministério Público de Santa Catarina, a Operação Coluna Sul é um desdobramento da Operação Maserati e busca enfraquecer a estrutura da facção, que coordena atividades criminosas tanto dentro quanto fora do sistema prisional.
O maior número de prisões foi registrado em Santa Catarina, com 111 detidos, seguido por São Paulo (16), Paraná (10), Rio Grande do Sul (6), Minas Gerais (2) e Mato Grosso do Sul (2).
Além das prisões, os agentes apreenderam armas de fogo, munições, drogas como maconha, cocaína, crack, haxixe e ecstasy, além de celulares, balanças de precisão, manuscritos e documentos considerados estratégicos para o andamento das investigações.
De acordo com o Ministério Público, todo o material recolhido será submetido à perícia e poderá revelar novas informações sobre a atuação da facção na região Sul e em parte do Centro-Oeste do país. A investigação segue sob sigilo.


